Suspeito de decepar focinho de cão com foice é indiciado pela polícia; animal precisou ser sacrificado

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Caso foi em Ipueiras, no interior do Tocantins. Homem vai responder, em liberdade, pelo crime de maus-tratos. Animal foi sacrificado após ter focinho decepado por agressor
Divulgação
Um homem de 29 anos, principal suspeito de decepar o focinho de um cão com uma foice em Ipueiras, foi indiciado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (12). Por causa dos ferimentos gravíssimos, o animal precisou ser sacrificado. O suspeito do crime esteve na delegacia, mas foi liberado em seguida.
O crime aconteceu no último sábado (8) e chocou moradores da cidade. As imagens fortes mostram que uma parte do focinho da cadela foi arrancada e a língua e os dentes do animal ficaram totalmente expostos.
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Conforme a polícia, depois de ter conhecimento da agressão violenta o caso passou a ser investigado pela 75ª DP, que conseguiu identificar o suspeito. Ele foi conduzido à delegacia, onde foi questionado sobre a motivação do crime, mas permaneceu em silêncio. O investigado foi liberado em seguida já que não havia mais situação de flagrante.
O homem foi indiciado pelo crime de maus-tratos e deve responder ao processo em liberdade.
Conforme o Art. 32 da Lei de crimes ambientais, “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” é crime. Se condenado o homem poderá ficar preso por até 6 anos.
O crime
Cão teve focinho decepado em Ipueiras, no interior do Tocantins
Divulgação
O crime aconteceu no dia 8 de janeiro. Segundo uma testemunha, o suspeito da agressão dizia que a cadela costumava fazer travessuras em sua casa. Os tutores contam que o bicho era filhote, tinha apenas quatro meses de vida, e gostava de brincar.
Uma foice teria sido usada para agredir o cão. Moradores contam que o animal saiu de casa por volta de 16h30 e cinco minutos depois voltou sangrando e sem o focinho.
Segundo os tutores, o cão agonizava de dor. “Com as condições que ele estava, não deu tempo de ir no veterinário. Não tinha como ir. Ele estava sofrendo demais. Teve que sacrificar o animal”, disse uma prima da tutora.
ONGs de proteção de animais do Tocantins compartilharam a situação e pediram justiça.
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Fonte: G1 Tocantins