Secretária de saúde de Palmas é presa pela Polícia Civil

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Secretária de Saúde é presa durante investigação sobre a terceirização das UPAs de Palmas
A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil. A TV Anhanguera apurou que a prisão tem relação com a investigação sobre a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
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Um servidor público da secretaria também foi preso. Uma empresária considerada lobista, que teria atuado no contrato de terceirização é procurada. Os nomes não foram informados.
O g1 solicitou posicionamento sobre as prisões para a Prefeitura de Palmas, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa da secretária não foi localizada.
A terceirização das UPAs Norte e Sul de Palmas começou em março de 2026. Na ocasião, a Prefeitura anunciou um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O contrato chegou a ser suspenso pela Justiça do Tocantins, mas foi liberado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A TV Anhanguera solicitou posicionamento da Santa Casa, mas não houve retorno.
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Dhieine Caminski é secretária de Saúde de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
A Secretaria de Saúde de Palmas está no centro de uma polêmica envolvendo a terceirização das UPAs. No fim de maio, dez mandados de busca e apreensão contra servidores públicos foram cumpridos durante a operação Falsa Emergência.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre a operação, mas ainda não respondeu.
Entenda a investigação
A investigação da Polícia Civil sobre a tercerização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas envolve indícios de direcionamento da contratação, produção de documentos com datas suspeitas e possível falsidade ideológica dentro do processo administrativo.
Nesta terça-feira (9), o Ministério Público do Tocantis pediu a anulação do contrato. Provas colhidas pela Polícia Civil e apresentadas à Justiça pelo MPTO indicam que a contratação da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba ocorreu em “reuniões a portas fechadas”.
Os documentos correram secretamente até mesmo dentro da própria Semus e que servidores da pasta foram pressionados a assinar pareceres favoráveis sem terem acesso ao processo administrativo e ao plano de trabalho.
O resultado, segundo o MPTO, teria sido um trâmite direcionado à contratação da Santa Casa, que evitou a publicidade dos atos, a fiscalização externa e a participação de outros interessados.
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Fonte: G1 Tocantins