Polícia da Nicarágua proíbe procissão católica em repressão à igreja no país

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As relações entre a igreja católica e o governo da Nicarágua têm sido tensas desde que a igreja tentou servir como mediadora em 2018, após uma proposta de seguridade social apoiada por Ortega provocar protestos em todo o país. Homem reza na catedral metropolitana de Manágua, na Nicarágua
Maynor Valenzuela/Reuters
A polícia da Nicarágua proibiu uma procissão católica na capital Manágua no sábado (13), citando motivos de segurança interna, informou a arquidiocese local nesta sexta-feira. A pressão sobre a igreja no país se intensificou neste ano.
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Em resposta, a arquidiocese pediu que os fiéis passem a sexta-feira em oração e jejum, e que compareçam à missa na catedral de Manágua, no sábado, pulando a procissão que deveria ser uma cerimônia de encerramento para o Congresso Mariano do país e a despedida da imagem portuguesa da santa Nossa Senhora de Fátima.
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Relações entre Igreja e governo na Nicarágua
As relações entre a igreja católica e o governo da Nicarágua têm sido tensas desde que a igreja tentou servir como mediadora em 2018, após uma proposta de seguridade social apoiada por Ortega provocar protestos em todo o país. 
O país centro-americano acusou vários padres e bispos de conspirar desde que a igreja exigiu justiça para os mais de 360 mortos durante as manifestações, de acordo com números compilados por organizações de direitos humanos. 
A medida acontece pouco depois de uma semana após o governo Ortega retirar do ar sete estações de rádio católicas. 
As estações eram lideradas pelo bispo Rolando Álvarez, que dirige a Diocese de Matagalpa e Esteli, e é crítico a Ortega. 
Álvarez é alvo de investigações por suposta conspiração, e está aprisionado no palácio episcopal da diocese, cercado pela polícia, há duas semanas. 
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Fonte: G1 Mundo