Pelo menos 225 pessoas morreram nos protestos do Cazaquistão

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Autoridades do país disseram que 19 eram membros das forças de segurança ou militares. População se manifestou contra o aumento do custo de vida. Protestos no Cazaquistão começaram no dia 2 de janeiro.
Reprodução/Jornal Nacional
Os protestos no Cazaquistão, que se iniciaram com manifestações pacíficas contra o aumento do custo de vida, resultaram em 225 mortos, informaram autoridades do país neste sábado (15), segundo a agência de notícias France Presse.
“Durante o estado de emergência, 225 corpos foram recebidos pelos necrotérios, 19 deles de membros das forças de segurança ou militares”, disse Serik Shalabaev, representante da Procuradoria-geral do país.
No último domingo, o ministério da Informação chegou a publicar um balanço de 164 vítimas fatais, mas voltou atrás.
Asel Artakshinova, porta-voz do Ministério da Saúde, disse que mais de 2.600 pessoas foram a hospitais para tratamento e que 67 estão em estado grave.
Tropas da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, liderada por Moscou, ajudaram a conter a violência no país da Ásia Central e iniciaram uma retirada gradual na quinta-feira (13).
O que aconteceu no Cazaquistão nas últimas semanas?
Cazaquistão já prendeu 10 mil pessoas envolvidas em protestos contra o governo
12 mil presos, centenas de feridos e muitos mortos. O Cazaquistão, um país com reputação de estabilidade, foi abalado na semana passada por uma onda de revolta social e violência que não era vista desde sua independência, em 1991. Tudo começou no domingo (2), após o anúncio de aumento do preço de gás. A medida explodiu em manifestações contra o governo.
A repressão aos movimentos foi dura, com o presidente afirmando que os organizadores eram terroristas e pedindo à polícia para atirar para matar. Centenas de pessoas ficaram feridas e, pelo menos, 12 mil pessoas foram presas ao longo da semana.
A calma volta a prevalecer em Almaty
As piores cenas de violência foram vistas em Almaty, capital econômica do país. Houve saques a lojas, tiroteios nas ruas e edifícios públicos foram incendiados.
Nesta semana, a situação da cidade gradualmente volta ao normal, com a retomada do transporte público e a maioria das lojas e restaurantes reabrindo. Além disso, o aeroporto de Almaty, fechado desde a semana passada após ser saqueado, recebeu seu primeiro voo civil na quinta-feira.

Fonte: G1 Mundo