Moradores e comerciantes reclamam de sujeira e mau cheiro em supermercado que pegou fogo há quase um mês

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Há relatos de moscas e ratos aparecendo ao redor do prédio. Dono aguarda emissão de laudo para poder fazer a limpeza do local, que foi destruído no final de julho. Vizinhos de supermercado que pegou fogo na Capital reclamam da sujeira no local
Pessoas que moram ou trabalham ao redor do supermercado que pegou fogo na região norte de Palmas no final do mês de julho não estão nada satisfeitas. Isso porque o local acumulou muita sujeira e mau cheiro. Desde o dia do incêndio, mercadorias ainda estão dentro dos escombros.
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Chamas praticamente destruíram o prédio na Arne 51 (404 Norte), na Avenida Palmas Brasil, na manhã do dia 29 de julho. Segundo testemunhas, o fogo teria começado nos fundos do mercado e foi muito rápido até tomar conta do prédio.
Depois que quase 30 dias, o lugar continua do mesmo jeito. Nenhuma limpeza foi feita, situação que virou motivo de reclamação. Lá dentro toda, a mercadoria que queimou, inclusive carnes, exalam mau cheiro.
Supermercado ficou destruído em incêndio no dia 29 de julho
TV Anhanguera/Reprodução
Segundo a comerciante, por causa do fedor, moscas vão até a loja dela, fica ao lado. “Os clientes ficam olhando ao redor do mercado e perguntando como a gente aguenta essa catinga e as moscas. A gente tem que estar jogando produto para ajudar a diminuir”, reclamou.
Marcos Vieira, que também tem comércio perto do mercado disse que está sendo prejudicado. “Tem que resolver esse problema ai. Porque o proprietário não tem culpa de nada, falou que está esperando um pessoal vir ai e tirar um laudo para começar a limpar”, comentou, afirmando que já viu ratos nas proximidades.
Justamente pela falta de laudos referentes ao incêndio, a limpeza não pode ser feita, explicou o dono do supermercado, Denys Cleiton Vieira.
“Com isso a agente não consegue fazer o descarte. Enquanto a Defesa Civil não liberar o laudo atestando a segurança de quem vai fazer o descarte, a gente não tem acesso”, disse o dono do local.
Supermercado está interditado há quase 30 dias
TV Anhanguera/Reprodução
Outro motivo pelo qual a limpeza ainda não foi feita é a necessidade de perícia do seguro, que de acordo com o proprietário, toda a documentação já foi enviada. Por causa da seguradora ninguém pode entrar no prédio.
Segundo explicou o tenente coronel Alex Matos, comandante 1º Batalhão dos Bombeiros, alertou para entrar em edificações que pegaram fogo, é preciso que uma equipe técnica particular emita laudos dizendo se o prédio irá ou não precisar de interdição.
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“A norma diz que quando acontece um incêndio, uma equipe técnica do Corpo de Bombeiros, dependendo do tamanho da edificação, avalia e interdita parcial ou total a edificação. O proprietário vai contratar uma equipe de engenharia e vai avaliar a edificação e dizer ao Corpo de Bombeiros que não tem riscos e pode voltar à atividade normal. Ou podemos manter a interdição parcialmente”, disse.
Nesses casos a prefeitura também deve ser informada, por meio do Resolve Palmas, principalmente se tiver a necessidade de demolição do prédio, conforme explicou Roger Andrigo, diretor de fiscalização Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedusr).
“A demolição não é a simples derrubada do imóvel, ela tem que passar por um projeto de segurança, porque oferece mais riscos na demolição do que na construção. Então é necessária uma licença de demolição. Ela é mais simples que para um projeto de construção, mas é necessária também”, afirmou o diretor.
Em nota, o Corpo de Bombeiros disse que não há impedimento para o estabelecimento realizar as reformas necessárias, mas que é preciso solicitar à corporação uma análise e, posteriormente, uma vistoria das medidas de segurança contra incêndio e emergência.
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Fonte: G1 Tocantins