Lanterneiro espancado por policiais rodoviários federais é indiciado por embriaguez ao volante

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Polícia Civil concluiu inquérito na terça-feira (10). Agressões aconteceram após vítima não obedecer ordem de parada da equipe da PRF. O lanterneiro Jairon Pereira de Souza da Silva contou o que aconteceu na noite da agressão
TV Anhanguera/Reprodução
O lanterneiro Jairon Pereira de Souza da Silva, de 36 anos, espancado por policiais rodoviários federais em um posto de combustível na região sul de Palmas, foi indiciado pela Polícia Civil por embriaguez ao volante.
O caso repercutiu após imagens da agressão circularem nas redes sociais na noite de sexta-feira (6). Pelo menos dois integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) retiraram Jairon do carro e o agrediram com socos e pontapés na região do Aureny I.
De acordo com a Polícia Civil, o homem foi indiciado por dirigir sob efeito de álcool. A PRF informou que flagrou Jairon aparentemente embriagado e trafegando na contramão em trecho da BR-010 em Taquaralto. A equipe deu ordem de parada mas o ele não obedeceu e tentou fugir.
Hematoma deixado por policiais rodoviários federais
TV Anhanguera/Reprodução
Em entrevista à TV Anhanguera, a vítima contou que havia ingerido bebida alcoólica e que estava com a documentação irregular, por isso não parou. Mas achou que houve exagero na abordagem policial.
“Eu errei porque tentei escapar para eles não pegarem. Peguei a 010 [BR] porque eu moro em Taquaralto. Eu queria parar, mas já tinha fugido e eles atrás […] e fui parar em um lugar claro”, disse, explicando que não quis parar o carro na rodovia porque estava escuro”, disse Jairon.
Homem agredido por agentes da PRF é indiciado por embriaguez ao volante
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Relembre o caso
Tudo isso aconteceu por volta das 22h. As imagens feitas por testemunhas mostram ele sendo retirado do carro, deitado no chão e levando socos e pontapés. O lanterneiro afirmou que não resistiu em nenhum momento, não houve desacato, mas ainda assim foi algemado.
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Depois de ser espancado, ele foi levado para a 1ª Central de Atendimento por volta das 23h e teve o carro apreendido. Ele pagou fiança para ser liberado e fez exame de corpo de delito, pois relatou ao delegado plantonista as agressões.
Segundo a Polícia Civil, teste de alcoolemia acusou que havia 0,5 miligrama por litro de ar alveolar. O inquérito foi concluído na terça-feira (10).
O delegado Thiago Vaz Resplandes informou à Justiça que os policiais tentaram fraudar o boletim de ocorrência depois que viram que a situação viralizou nas redes sociais. A princípio, eles disseram que o motorista manteve-se colaborativo, mas depois retornaram à delegacia para acrescentar um suposto crime de resistência por parte do homem detido.
Sobre a conduta dos agentes da PRF, a Polícia Civil destacou que as informações apuradas no inquérito foram encaminhadas à Corregedoria da PRF, à Superintendência da Polícia Federal e aos Ministérios Públicos Federal e Estadual.
No sábado (7), o superintendente Almir Eustáquio da Silva afirmou que a equipe envolvida foi afastada das atividades até que a apuração do caso fosse concluída.
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Fonte: G1 Tocantins