Faltam quase 40 medicamentos, lençóis para macas e profissionais na UPA Norte, diz MP

0
117

Entre os itens em falta estão soros e até antibióticos. Ministério Público informou que vai marcar audiência com a Semus de Palmas para cobrar providências. Pacientes têm que levar lençóis de casa, segundo promotor
Divulgação/MPTO
Uma vistoria realizada na Unidade de Pronto Atendimento Norte de Palmas (UPA Norte) identificou a falta de diversos medicamentos, número insuficiente de profissionais e até a ausência de lençóis em macas. Os problemas foram identificados pelo Ministério Público Estadual (MPTO).
Compartilhe no WhatsApp
Compartilhe no Telegram
Na semana passada, órgão já havia apontado problemas parecidos na unidade. Faltavam mais de 30 medicamentos e servidores reclamavam da situação.
Conforme o promotor Thiago Ribeiro Franco Vilela, são 39 medicamentos em falta nos estoques na quarta-feira (16). Um deles é indicado para pacientes com asma e outro em casos de hemorragia. Também não tinha nenhum antibiótico disponível para os atendimentos na data.
Alguns tipos de soros hospitalares específicos também estavam em falta e que havia apenas soro fisiológico.
Outra dificuldade enfrentada na unidade é a falta de técnicos de enfermagem e enfermeiros. O promotor encontrou durante a vistoria uma solicitação da unidade para contratação de profissionais enviada à Secretaria Municipal de Saúde de Palmas datada do início do mês, mas que ainda não havia sido atendida.
LEIA TAMBÉM:
Mais de 30 medicamentos estão em falta na UPA Norte em Palmas, constata vistoria do Ministério Público
Com o quadro reduzido, um desafio das equipes é montar as escalas, principalmente as noturnas. Segundo o MPTO, são necessários pelo menos 126 profissionais e a UPA Norte tem 101 disponíveis para compor as equipes.
O promotor foi informado que em alguns plantões, os técnicos e enfermeiros precisam atuar em até três setores ao mesmo tempo. Para o representante do órgão de fiscalização, “é uma situação alarmante”.
Além dos problemas citados, quem precisa de atendimento na sala de emergência tem que ficar em macas sem lençol, acomodadas em colchões plastificados. O promotor apurou que acompanhantes precisam levar os itens de casa para atender os pacientes.
O g1 pediu posicionamento da Semus sobre os apontamentos do Ministério Público e aguarda resposta.
O órgão informou que marcará uma audiência com representantes da Semus para saber informações sobre as demandas.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins