Catadores tentam reconstruir galpão destruído após incêndio: ‘Não tem outro meio de ganhar renda’

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Os trabalhos realizados no galpão ajudam mais de 30 famílias. Associação afirma que o fogo destruiu mais de 15 toneladas de materiais recicláveis e equipamentos de trabalho. Catadores de materiais recicláveis de Porto Nacional tentam recomeçar após incêndio
Catadores de materiais recicláveis de Porto Nacional tentam recomeçar após incêndio
Membros da Associação de Catadores de Porto Nacional iniciaram uma campanha para reconstruir o galpão que pegou fogo na última segunda-feira (21). No incêndio foram destruídas toneladas de materiais recicláveis e máquinas utilizadas no serviço. Um dos trabalhadores, Olivan Rodrigues Gama, estava no local quando o fogo se alastrou. Ele mora na e acabou perdendo tudo.
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“Quando os bombeiros chegaram já tinha acabado de pegar fogo em tudo. Até os materiais moídos que estavam lá, perdeu todo o material. Eu tinha mais ou menos de 15 a 18 toneladas de material reciclado moído”, contou.
Segundo os moradores, o incêndio começou em uma vegetação próxima ao depósito e se espalhou rapidamente. O fogo derreteu a estrutura de metal do telhada, o muro ficou rachado e cerca de 32 toneladas de papelão foram queimadas. O prejuízo chega a mais de 1 milhão.
Telhado de galpão derreteu após incêndio
Reprodução/TV Anhanguera
“Cada máquina dessa aqui ela custa R$ 400 mil. Tem máquina mais barata que é a prensa que custa em torno de R$ 105 mil cada uma. E só aqui tinha quatro máquinas de imprensar papelão. Então é um valor muito grande. Só um galpão desse para construir é um valor de R$ 600 mil”, explicou o presidente da associação, Vilcenir Brito Barbosa.
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O espaço funciona desde 2002, após o local ser cedido pela Prefeitura de Porto Nacional. Os trabalhos realizados no galpão ajudam mais de 30 famílias. Para a secretária, Solange Rodrigues, ainda há esperança de o depósito seja reconstruído.
“Estamos muito na expectativa de que vamos conseguir de pouquinho, mas nós vamos conseguir reerguer o nosso galpão. Porque é difícil né? Tiro pelo pessoal que só trabalha aqui dentro, que depende muito daqui e não tem outro meio de ganhar renda. Mas eu estou bem esperançosa, de que vamos conseguir e vamos reerguer com força e com garra”.
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Fonte: G1 Tocantins