Cancelamento do carnaval pelo segundo ano seguido paralisa setores da economia e preocupa comerciantes

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Empresas que confeccionam camisetas e abadas estão com máquinas paradas em Araguaína. Empresas de confecções faturam menos com cancelamento do carnaval em Araguaína
O cancelamento das festas de carnaval pelo segundo ano consecutivo tem preocupado alguns setores da economia. Além dos organizadores de blocos e dos vendedores ambulantes, que lucram diretamente com as festas, outros segmentos também acabaram ficando prejudicados. Em Araguaína, fábricas que confeccionam camisetas e abadás estão com as máquinas paradas.
Uma das empresas, que está no mercado desde 1989, relata que janeiro costumava ser o mês mais movimentado do ano, por causa da proximidade das festas. O normal era a produção de até 15 mil camisetas no mês.
“Todos os municípios estão freando. Como nós atendemos uma gama muito grande de blocos de carnaval, atendemos tanto aqui no Tocantins como Pará e Maranhão, nós tivemos estes freio”, relata Valisom de Sousa, que é o gerente da loja. “Se tiver carnaval, a produção será baixíssima, porque não dá tempo de produzir pra atender”.
Em Araguaína este ano novamente a festa de momo foi suspensa. No município os casos de Covid-19 voltaram a subir. O economista alerta que é momento de quem trabalha com o segmento se adaptar porque os impactos são inevitáveis.
“Estes setores, mais do que outros da economia, eles precisam que as atividades sejam retomadas normalmente. Para que a sua renda e o emprego dos trabalhadores destas indústrias voltem à situação de antes da pandemia”, diz Leonardo Brasil.
No Tocantins, a festa de Carnaval foi cancelada em todas as grandes cidades do estado.
Máquinas estão paradas no mês que costuma ser o mais movimentado do ano
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins