Alemanha vai estatizar filial local da cia russa de gás Gazprom

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Com nacionalização, governo alemão quer evitar novos cortes por parte da fornecedora russa, responsável pelo abastecimento de grande parte do gás utilizado no país europeu. Logotipo da filial alemã da Gazprom, que Berlim decidiu nacionalizar.
Fabrizio Bensch/ Reuters
A Alemanha vai nacionalizar a filial local da gigante companhia energética russa Gazprom, que fornece a maior parte do gás que o país utiliza ao longo do ano.
A nacionalização será feita, segundo o governo alemão, para evitar a quebra da empresa, que o Estado alemão administra desde abril e que está endividada. O objetivo é garantir a “segurança do fornecimento de gás” na Alemanha, afirmou o Ministério da Economia em um comunicado.
Esta é a segunda nacionalização de um importante grupo energético na Alemanha em três meses. Em setembro, Berlim fez o mesmo com a Uniper, asfixiada pelos cortes no fornecimento de gás russo.
A empresa Securing Energy for Europe GmbH (SEFE) era conhecida anteriormente como Gazprom Germania. É uma operadora de redes e controla indiretamente a maior instalação de armazenamento de gás da Alemanha, situada na cidade de Rehden, no noroeste do país.
Planta da Gazprom na região de Sverdlovsk, na Rússia
Divulgação
Depois da invasão russa da Ucrânia e da decisão de Moscou de reduzir o fornecimento de energia à Europa, Berlim assumiu o controle da empresa em abril, mas não estava claro quem era o proprietário da companhia.
Como resultado, os parceiros comerciais e os bancos suspenderam as relações comerciais com a empresa ou se mostraram reticentes a iniciar novas, disse o Ministério da Economia da Alemanha.
“Isso coloca em perigo a continuidade das operações comerciais da SEFE e, portanto, o abastecimento de gás”, acrescentou.
Como resultado da nacionalização, a Gazprom perde sua participação na empresa, segundo o ministério.
Agora, Berlim vai aportar 225 milhões de euros na empresa, tornando-se assim o “único novo acionista”. “Isso conclui a mudança de propriedade”, declarou o Ministério da Economia.

Fonte: G1 Mundo