Político, que morreu na terça-feira (23), chegou ao poder após um golpe de Estado. Ele nunca se desculpou por mortes e tortura que ocorreram durante seu mandato. Funeral do ex-ditador sul-coreano Chun Doo-hwan em foto de 23 de novembro de 2021
YONHAP / AFP
A viúva de Chun Doo-hwan, ex-ditador sul-coreano que governou o país com mão de ferro entre 1980 e 1988 até que manifestações em massa o obrigaram a renunciar, pediu desculpas neste sábado (27) pelas “dores e feridas” causadas no governo de seu marido.
O ex-general morreu (23) na terça-feira em casa, aos 90 anos, e continua sendo uma das personalidades mais conhecidas da Coreia do Sul.
“Em nome do meu marido, quero pedir desculpas profundamente pela dor e pelas feridas que causou durante seu mandato”, disse Lee Soon-ja no último dos cinco dias do funeral de Chun.
As desculpas foram breves e não especificaram os erros cometidos pelo ex-ditador, que nunca pediu perdão publicamente em vida.
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Golpe de Estado
Chun tomou o controle da Coreia do Sul em um golpe de Estado após o assassinato de Park Chung-hee, em 1979.
Ex-presidente da Coreia do Sul Chun Doo-hwan deixando prisão após conseguir um perdão em 1997
Paul Barker/Arquivo/Reuters
Seu governo, que liderou o país entre 1980 e 1988, se caracterizou pelo uso generalizado da tortura contra os dissidentes e a repressão da liberdade de expressão.
É conhecido como o “Carniceiro de Gwangju” por ter ordenado que suas tropas reprimissem com violência um levante contra seu poder nesta cidade do sudoeste do país em 1980.
O balanço oficial é de 200 mortos, mas algumas organizações afirmam que este número poderia ser três vezes maior.
Foi condenado à morte por traição em 1996, particularmente pela repressão de Gwangju, mas sua execução foi trocada após pedido de recurso, e ele depois foi libertado após um indulto presidencial.
Fonte: G1 Mundo
