O Índice Geral de Preços-Mercado, utilizado como referência para a correção de valores de contratos de aluguel de imóveis, acumula alta mês a mês desde o início da pandemia. Reajustes no valor do aluguel pesam no orçamento das famílias
Morar de aluguel está cada vez mais caro. Isso porque o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que é conhecido como a inflação do aluguel, tem subido ao longo dos últimos meses. A alternativa é negociar para evitar prejuízos.
A servidora pública Natana Gonçalves mora de aluguel há 10 anos, pagava R$ 1,2 mil pela casa onde mora, mas recentemente o proprietário propôs um reajuste para pouco mais de R$ 1,6 mil. Depois da negociação, o valor acabou ficando em R$ 1.450
“Como a gente sabe o aluguel sofre um aumento anualmente, só que desde então eu nunca tinha visto um reajuste tão exorbitante”.
Para quem paga aluguel, essas altas cada vez maiores nos valores cobrados estão virando rotina. O IGP-M, medido pela Fundação Getúlio Vargas, apresentou mais um reajuste em outubro. Assim, a alta acumulada ao longo de 2021 já passa de 16% e a dos últimos 12 meses ficou acima de 20%.
A inflação do aluguel acompanha custos como matérias-primas, produtos no atacado e insumos para a construção civil, itens que também têm apresentado variação de preços e empurrado o IGP-M para cima.
Valor do aluguel tem altas consecutivas nesse ano
Reprodução/TV Anhanguera
Mas apesar dos índices altos, quem trabalha com imóveis, lembra que a situação este ano já esteve pior.
“Desde a pandemia o IGP-M elevou o percentual, batendo até 35% e agora está dando na faixa de 21%, 24%. Nós já estamos adaptados e trabalhando as negociações com inquilinos e proprietários”, explicou o conselheiro do CRECI, Palmiro Viana.
A alternativa para quem lida com aluguel é buscar outros critérios de reajuste, usar o IGP-M como base de cálculo do aluguel é uma opção, mas não a única alternativa, segundo o economista Vilmar Carneiro.
“Reajustar o contrato pelo IGPM hoje está praticamente inviável, então é recomendável que esses reajustes se façam através de outros índices que estão medindo pelo menos a inflação. Enquanto a inflação está na faixa de 10,5% hoje, o IGPM está em 24,03%”.
Uma situação complicada, tanto para quem aluguel, quanto para quem tem imóvel disponível para locação. “Não é interessante para esse locador, para esse proprietário que o imóvel dele fique desalugado, então no momento que o cliente, o locatário se sentir prejudicado, acho muito importante que esse cliente traga esse fato para que atenda a necessidade dele e do locatário”, explicou o corretor de imóveis Leonardo Quixabeira.
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Fonte: G1 Tocantins
