Suspeito deixou apenas a cabeça e as vísceras do animal perto da chácara onde aconteceu o furto. Produtor rural lamenta prejuízo e reclama da falta de segurança na região. Produtor lamenta furto e morte de vaca leiteira no projeto São João
Uma vaca leiteira foi morta e toda a carne furtada em uma chácara localizada no projeto de assentamento São João, em Porto Nacional. O animal, que tinha sido comprado há menos de um mês, pertencia ao produtor Valdivino Soares, que sobrevive do que produz nos 10 hectares de terra.
O crime ocorreu na madrugada desta terça-feira (28). “Foi o funcionário que viu, eu estava na outra chácara tirando leite, ele chegou e me avisou: ‘Olha, roubaram a sua vaca’. Eu falei: ‘Como’? Ele disse: ‘Mataram ela lá’. Acabei de ajeitar o leite e vim, quando cheguei estava aí. Mataram, tiraram a cabeça e o bucho e carregaram”.
Segundo Valdivino, o animal foi comprado há menos de um mês e era usado na produção de leite. “Foi [trabalho] suado, para ver se conseguia um vaquinha para tirar leite, para ver se diminui mais o serviço da horta porque é cansativo, eu trabalho na horta dia e noite. Não se acha peão adequado para trabalhar”.
Todas as noites, o colchete que dá acesso à propriedade é fechado com cadeado. O suspeito do furto tentou arrebentar o cadeado, mas não conseguiu, e então cortou o arame. Depois, entrou com um carro para concluir o crime.
Vaca é furtada, morta e toda a carne é levada, em propriedade de Porto Nacional
Divulgação
O produtor registrou o boletim de ocorrência, mas até a noite desta terça-feira (28), a Polícia Civil ainda não havia comparecido ao local. “Tinha que ser mais ágil. Eu fui lá e fiz a ocorrência, eles tinham que ter vindo logo cedo para colher digital, ver como foi, mas não veio”.
A notícia do furto e morte da vaca tem assustado outros proprietários rurais que vivem no local. O produtor José Mendes tem cerca de 20 vacas de leite e está receoso. “Estou providenciando que elas fiquem mais próximas da casa para a gente ficar de olhos nelas”.
Para ele, o Projeto São João precisa de mais segurança. “Isso aqui do jeito que é, que estão abertas as fronteiras, entra quem quer, a hora que quer. Isso aqui é 24 horas por dia, trânsito para tudo quanto é lado de caminhões, automóveis, tudo acontece aqui dentro. Já que a polícia não tem efetivo, que o governo tome providência para trazer mais segurança”.
O g1 solicitou um posicionamento para as Polícias Militar e Civil, e aguarda uma resposta.
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Fonte: G1 Tocantins
