Tribunal de Justiça nega novo pedido de liberdade e mantém Fábio Pisoni preso

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Processo é recheado de polêmicas que envolvem até a suspeita de compra de um habeas corpus. Ele foi preso e colocado em liberdade por três vezes, permanecendo livre mesmo após condenação no TJ. Fábio Pisoni durante o julgamento
Reprodução/TV Anhanguera
O Tribunal de Justiça negou, nesta terça-feira (26), o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Fábio Pisoni. Ele foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do estudante de agronomia Vinícius Duarte de Oliveira em Gurupi, no ano de 2007. A pena está sendo cumprida no presídio Cariri do Tocantins.
O processo de Fábio Pisoni é recheado de polêmicas que envolvem até a suspeita de compra de um habeas corpus. Em abril de 2018, ele foi condenado em 1ª instância a 34 anos de prisão em regime fechado. A pena dele chegou a ser reduzida duas vezes até ser fixada em 26 anos pelos desembargadores do TJ .
Após a condenação ele voltou a ser preso, mas no mesmo ano ganhou o direito de recorrer em liberdade após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Aquela foi a terceira vez que ele foi colocado em liberdade durante o processo.
Pisone permaneceu livre até fevereiro de 2022, quando foi flagrado descumprindo as medidas impostas pela Justiça enquanto consumia bebida alcoólica em um restaurante de Gurupi no período noturno. O flagrante foi feito por um membro do próprio Ministério Público.
O MPE pediu a prisão preventiva e ele voltou para a cadeia. Na época a advogada dele afirmou que iria recorrer e pedir a liberdade do cliente.
Na decisão desta terça-feira (26), o Ministério Público que se manifestou contrário à saída dele da cadeia. O pedido da defesa foi negado, por unanimidade, pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Tocantins.
Polêmica e desembargador afastado
Na época do crime, Pisoni foi preso mas conseguiu liberdade após um habeas corpus em março de 2008. Três anos depois, em 2011, um desembargador foi afastado do cargo durante uma operação da Polícia Federal. Segundo a PF, a liberdade de Fábio Pisoni teria sido vendida.
Em dezembro de 2012, ele foi preso durante uma blitz no interior de São Paulo após a polícia descobrir que havia um mandado de prisão contra ele. O acusado ficou na prisão até julho de 2015, quando conseguiu uma liberdade provisória. Durante um ano e meio, vários julgamentos foram marcados e adiados.
Naquela ocasião, o advogado dele afirmou que Pisoni matou a vítima por legítima defesa. “Houve uma injusta pressão da vítima e seus amigos que eram sete que estavam dentro do veículo atacando Fábio. Ele agiu em legítima defesa e agiu porque foi injustamente provocado pela vítima e pelos seus amigos”.
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Fonte: G1 Tocantins