Promotores americanos pedem mais de 4 anos de prisão para extremista ‘viking’ que invadiu o Capitólio dos EUA

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Jacob Chansley, que ficou conhecido por ter usado chifres durante a invasão do congresso americano, ainda teria que enfrentar mais três anos de liberdade condicional. Sentença será divulgada em 17 de novembro. Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado
Manuel Balce Ceneta/AP
Promotores americanos pediram à Justiça americana que Jacob Chansley, um dos extremistas que invadiram o Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro, cumpra com 51 meses de prisão – o equivalente a 4 anos e 3 meses.
Ele assumiu a culpa pelo ato e fez um acordo judicial em setembro. Segundo o Ministério Público, o extremista teria ainda que enfrentar mais três anos de liberdade condicional e o pagamento de uma multa de US$ 2 mil (cerca de R$ 10,9 mil).
Chansley ficou conhecido por ter usado chifres durante a invasão que interrompeu a votação do Colégio Eleitoral, e ele chegou a ser comparado com um viking por conta da vestimenta.
Na imprensa americana ele foi chamado de o “Xamã do Qanon” por fazer parte do grupo de extrema direita adepto a teorias da conspiração.
Ele foi preso de forma preventiva há quase dez meses, ainda durante as investigações, e terá sua sentença decretada em 17 novembro.
O extremista era acusado por seis crimes, ao todo, mas após o acordo responderá por apenas um deles: obstrução dos procedimentos eleitorais, crime pelo qual ele confessou.
Invasão ao Capitólio: veja quem é o extremista que usava chifres e foi preso em 09/01/2020
Relembre o ataque
Em 6 de janeiro, acontecia a sessão para certificar a vitória do presidente eleito Joe Biden – algo que é, costumeiramente, uma formalidade na qual os votos do Colégio Eleitoral são apenas contados pelo vice-presidente diante dos parlamentares das duas casas.
A invasão do local pelos apoiadores do então presidente Donald Trump ocorreu justamente enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden na eleição de novembro do ano passado.
Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio. Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio. Houve vandalismo, e gás lacrimogêneo foi disparado pela polícia. Cinco pessoas morreram.
VÍDEO: Veja imagens da invasão e da depredação no interior do Capitólio, nos EUA

Fonte: G1 Mundo