Professora que atuou por 35 anos guarda com carinho caderno com cartas dos alunos

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Conheça um pouco da história de alguns professores que contribuíram e ainda atuam na formação de milhares de alunos no Tocantins. Confira homenagem aos profissionais que contribuem na formação da sociedade
Maria do Carmo Ribeiro, moradora de Palmas e professora aposentada. Passou 35 anos dentro da sala de aula ensinando o caminho das letras e contribuindo com a educação de muitos alunos. Hoje, sentada na sala de casa, lê com muito orgulho o caderno com as cartas escritas pelos estudantes.
“Ele tirou de um livro e mandou para mim. Ele disse: ‘Ei, você, quando você se levantou pela manhã, eu já havia preparado o sol para aquecer o seu dia e o alimento para a sua nutrição. Sim, eu providenciei tudo isso enquanto vigiava o seu sono, sua família e sua casa. Esperei pelo seu bom dia, mas você não se esqueceu’. Esse aluno aqui é surdo. Ele é professor em Muricilândia. Ele se formou em pedagogia”, conta.
Professora aposentada guarda, com carinho, caderno com cartinhas dos alunos
Reprodução/TV Anhanguera
Neste sábado (15), quando se comemora o Dia do Professor, a história da dona Maria representa a de milhares de professores no Tocantins, os quais contribuem com a educação e a formação dos demais profissionais.
“Ser professor é isso, é contribuir com a formação de outras pessoas e a gente se sente muito feliz quando hoje a gente encontra essas formações já formando outras gerações”.
Professora Joana Inês dá aula desde os 15 anos de idade
Reprodução/TV Anhanguera
A professora Joana Inês Santana é outro exemplo. Desde muita nova, já tinha convicção que seria uma educadora. Ela começou a trabalhar na área da educação aos 15 anos.
“Eu sempre soube que eu seria professora. Então, eu comecei a ministrar aulas quando eu tinha 15 anos, em uma cidade no Paraná, chamada Maringá. E eu comecei como alfabetizadora e depois, um dia, fui para o ensino médio. Nunca mais saí”.
Professora Raquel Chaves começou como voluntária ajudando crianças com dificuldades de aprendizagem
Reprodução/TV Anhanguera
Com toda a responsabilidade que a profissão exige, muitos desafios surgem ao longo da trajetória. A professora Raquel Chaves atua há uma década na educação. Ela conta que começou como voluntária no município de Porto Nacional.
“Comecei com o programa Mais Educação, atuando com crianças de 11 a 12 anos, já entrando no período da adolescência. Geralmente, as crianças apresentavam bastante dificuldades de aprendizagem. Então, necessitava desse reforço escolar. Foi com essa contribuição, que eu descobri a minha vontade de atuar na educação. Foi aí que eu descobri que eu poderia contribuir para a educação”.
Professora Lidiane Ferreira começou ensinando presidiários em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
Alguns já atuam há anos. Outros, estão só no começo dessa jornada. A professora Lidiane Ferreira começou a carreira há pouco tempo e está cheia de vontade de ensinar. Ela se apaixona todos os dias pela profissão.
“Meu primeiro contato foi dentro de um presídio, eu era bolsista da UFT e eu tinha que dar aula de redação. O maior prazer do professor é saber que, quando ele está ministrando as suas aulas, aquele conhecimento é repassado e adquirido. Depois a gente vê o resultado, como alguns detentos que conseguiram passar no vestibular e fazer o curso”.
Fábio Fernandes é professor em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
O maior orgulho desses mestres é saber que os alunos terão uma perspectiva de futuro para realizar sonhos e mudar trajetórias, através da educação.
“É transmitir o conhecimento, poder ajudar, principalmente, aquele aluno que não tem uma perspectiva de futuro e você encaminhar ele para o futuro. Isso é a melhor coisa que existe para o professor, é muito gratificante ver no futuro os frutos que você plantou hoje”, enfatiza o professor Fábio Fernandes Neres.
“É muito bom você saber que nada é fácil. A gente sabe que é com essas dificuldades que a gente vence e não tem uma coisa melhor na vida do que você saber que você contribuiu com a formação de outras pessoas”, finaliza a professora Maria do Carmo.
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Fonte: G1 Tocantins