No Dia do Orgulho Autista, celebrado neste sábado (18), pessoas com o espectro contam como enfrentam desafios e levam uma vida normal. Especialista explica que tratamento proporciona qualidade de vida. Tratamento adequado contribui para qualidade de vida das pessoas com espectro autista
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição em que há diversos graus de comprometimento no desenvolvimento de uma pessoa e em aspectos da vida, como o comportamento social. Segundo definição da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o transtorno aparece geralmente nos primeiros cinco anos de vida, mas muitas pessoas convivem com essa condição na fase adulta e não sabem. É o caso da professora Kelly Mayane Oliveira Coqueiro, que só teve o diagnóstico quando a filha de 1 ano e 8 meses também apresentou sintomas do transtorno.
Kelly Mayane Oliveira e a filha têm autismo
TV Anhanguera/ Divulgação
“Eu entrei em estado de luto. É assim que eu posso falar. Não foi fácil, mas ao mesmo tempo eu fui entendendo que muitas coisas que aconteceram na minha vida hoje fazem certo sentido”, conta Kelly.
Mas a professora não deixa de ter uma vida normal junto com a família, e agora dá atenção para a condição dela e de sua filha. “É possível viver feliz. Eu amo minha profissão, amo ser professora e ensinar. Amo meu esposo e minhas filhas, só que da minha maneira e sou feliz assim”, afirma, ressaltando que com mais conhecimento sobre o transtorno, a filha não passará por situações ruins que ela passou.
Neste sábado (18), é celebrado o Dia do Orgulho Autista, e a psicopedagoga especialista em autismo Tarciely Borges Galvão explica que muitos adultos que identificam o transtorno não recebem tratamento adequado, que pode contribuir para uma qualidade de vida muito melhor. “Existe um histórico muito grande de autistas adultos recém diagnosticados que até então foram tratados como alguém que tinha depressão”, diz a especialista.
Cuidados e foco no vestibular
O estudante Lucas Daniel Rodrigues dos Santos é um exemplo de que o tratamento voltado ao transtorno faz com que o paciente tenha uma vida normal. Com 17 anos, ele se dedica aos estudos para prestar vestibular neste ano. “Costumo jogar, estudar, ler notícias também, tocar violão e ouvir música. Sonho em fazer Sistemas de Informação, trabalhar na área da Tecnologia da Informação, que está bem em alta no mercado”, conta o jovem.
Os desafios para tem o espectro autista são muitos e vão surgir todos os dias. Mas nenhum é impossível de ser enfrentado, como ressalta a psicopedagoga. “Impossível jamais. A criança vem demonstrando potencial e há uma série de estudos científicos que comprovam isso”, reforça.
Lucas Daniel Rodrigues está estudando para prestar vestibular
TV Anhanguera/ Divulgação
Tratamento
Dependendo do grau em que o espectro autista se apresenta, o tratamento pode consistir na análise do comportamento do indivíduo e trabalhar estratégias para melhorar o desenvolvimento. Podem ser utilizadas técnicas fonoaudiológicas e psicopedagógicas, a depender da dificuldade. Também é importante que pais e profissionais gerem a inclusão social dessas crianças, para convivência em diferentes ambientes.
Em Palmas, a Associação Anjo Azul atua desde 2011 no acolhimento e na promoção de informação para famílias com pessoas diagnosticadas com o espectro autista. Também busca apoio junto à gestão pública para que auxiliem na prestação dos atendimentos em saúde para as pessoas autistas e familiares.
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Fonte: G1 Tocantins
