Precariedade da TO-348 causa prejuízos e dor de cabeça para motoristas e moradores

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Agência de obras chegou a prometer uma reconstrução dos pontos mais críticos, mas serviço não terminou. Há trechos onde não há mais asfalto e a lama esconde crateras. Moradores reclamam de buracos e lama na TO-348
Rodar pela TO-348 é sinônimo de dor de cabeça. É que a estrada está tomada por buracos e nos trechos onde o asfalto foi retirado a situação ainda é pior. A estrada liga o distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, a BR-153 em Barrolândia. O trânsito de caminhões é intenso e diversas famílias vivem na região, inclusive, no assentamento Irmã Adelaide.
A situação é antiga e causou acidentes com morte. Em maio a Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) prometeu uma reconstrução dos trechos críticos. O asfalto foi retirado onde havia mais buracos, mas a reconstrução parou por aí. Como esses locais viraram estrada de chão, a situação piorou ainda mais e com a chuva verdadeiros lamaçais estão se formando.
O motorista precisa fazer zig-zag para dar conta de transitar. Em uma rotatória que dá acesso a um setor de chácaras praticamente não há mais asfalto e restaram crateras cobertas pela lama. “Na realidade, no período da seca é uma poeira que ninguém dá conta. A gente passa aqui nesse comercial e está só a poeira. Nessa época é só a lama. Nós nunca estamos livres dessa situação”, disse o professor George Brito.
Rodovia tem trechos onde não há asfalto
Reprodução/TV Anhanguera
A dona Claudeci Silva tem um comércio nesta rotatória, mas conta que até parou de vender comida aos motoristas. “O comércio de venda de comida caiu. Era o meu intuito, mas aí caiu porque ninguém chegava para comer aqui. Você vê que isso aqui é um lugar aberto e a poeira passa para todo lado.”
Os prejuízos são muitos para quem vive na região ou depende da rodovia. “Existem vários acidentes que ocorreram devido essa precariedade da estrada. A gente tem um gasto excessivo e prematuro com suspensão, pneus rodas. Tudo isso danifica no carro devido essa falta de estrutura na estrada”, disse o comerciante Rafael Teixeira.
O motorista Mayquel Douglas contou os prejuízos da última viagem: “Uma roda quebrada e o chassis trincou nessa buraqueira”.
Na vila do assentamento Irmã Adelaide, distrito de Miracema, vivem aproximadamente 106 famílias. Além das péssimas condições da rodovia outra reclamação é a falta de energia constante. Os moradores passam até 24 horas no escuro.
“A energia nossa não é barata. O que a gente precisa é que seja resolvido esse problema, ninguém aguenta mais, está todo mundo cansado disso. Liga, reclama, demora vir, passa a noite toda sem energia, às vezes passa o dia todo sem energia. A gente está abandonado e esquecido nessa região”, reclamou o autônomo Nilvan Lício.
Lama em rotatória esconde carteras
Reprodução/TV Anhanguera
O que dizem os citados
A Energisa afirmou que, no momento, não havia reclamação ou chamado sobre a falta de energia na região do Irmã Adelaide. Disse ainda que as fortes chuvas têm causado as interrupções no fornecimento de energia em algumas regiões, por causa de descargas atmosféricas e objetos como cercas, galhos e árvores arremessados na rede elétrica pela ventania. A empresa reforçou ainda que redobrou a atuação neste período.
A Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) foi procurada e ainda deve se manifestar sobre o caso.
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Fonte: G1 Tocantins