Polícia Civil faz simulação para comprovar dinâmica da morte de funcionário de restaurante após demissão

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Dono do estabelecimento e colega de trabalho da vítima foram presos pelo crime. Eles participaram da reprodução simulada; Polícia investiga o envolvimento de um terceiro suspeito. Reprodução simulada foi até local de desova do corpo
Luiz de Castro/DICOM SSP TO/Divulgação
Uma reprodução simulada do assassinato de Rogério Gomes Luzivotto, de 41 anos, foi realizada pela Polícia Civil na zona rural de Paraíso do Tocantins, no centro do estado. A vítima teria sido morta no mesmo dia em que foi demitida do restaurante que trabalhava, após uma discussão o dono do estabelecimento, ainda em 2019. O próprio patrão e um colega de trabalho da vítima foram presos suspeitos do crime.
A reprodução simulada contou com a presença dos dois investigados, que não tiveram os nomes divulgados. Segundo a polícia, os procedimentos foram necessários para tirar dúvidas sobre a dinâmica do assassinato, pois os investigados contaram versões diferentes. A Polícia Civil também apura a participação de um terceiro envolvido.
“Apesar de somente um dos autores ter confessado a prática do crime, todos os elementos colhidos hoje durante a reprodução simulada apontam para a efetiva participação ativa do dono do restaurante em todos os atos que levaram à morte da vítima”, disse o delegado Antônio Onofre.
O assassinato aconteceu em 2019 e inicialmente a vítima foi dada como desaparecida. O crime só começou a ser desvendado depois que a ossada da vítima foi localizada há algumas semanas na zona rural da cidade.
A simulação foi realizada nesta sexta-feira (8) pelo Núcleo de Criminalística de Paraíso e contou com participação de policiais civis da 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (6ª DEIC) e da 6ª Delegacia de Atendimento à Mulher, ambas de Paraíso.
Os trabalhos foram iniciados no local onde funcionava o restaurante, a cerca de 10 quilômetros de Paraíso, na rodovia que liga a cidade ao município de Monte Santo.
A simulação durou aproximadamente cinco horas e os dois suspeitos forneceram detalhes de como os fatos ocorreram. Segundo a polícia, inicialmente Rogério Gomes foi atingido por um golpe de barra de ferro na cabeça, após uma discussão com o patrão no restaurante.
Vítima foi morta pelo patrão e colega de trabalho
Reprodução
Ele ficou inconsciente, teve o corpo colocado na carroceria de uma camionete e foi levado até uma área de mata a cerca de 10 quilômetros do local de trabalho. Durante esse trajeto a vítima estaria viva, se contorcendo de dor e clamando por ajuda. Conforme a polícia, antes de ter o corpo coberto por folhas, a vítima teve a cabeça esmagada com uma pedra.
As investigações da 6ª DEIC apontaram que na noite do crime os autores voltaram ao local da desova, colocaram vários pneus por cima e atearam fogo. A simulação também serviu para confrontar versões apresentadas por duas testemunhas com as alegações dos suspeitos, provas e laudos colhidos na investigação.
“Com a realização da perícia foi possível esclarecer todas as dúvidas que ainda restavam sobre os momentos e posições em que se encontravam todos os envolvidos na suposta briga que teria dado origem à prática do homicídio”, disse o delegado.
A investigação está na fase final e os dois principais suspeitos devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, podendo pegar uma pena superior a 30 anos. Uma terceira pessoa é investigada por supostamente ajudar a esconder o corpo.
Simulação começou no local onde funcionava restaurante
Luiz de Castro/DICOM SSP TO/Divulgação
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Fonte: G1 Tocantins