PF faz buscas para colher novas provas contra grupo suspeito de fraudar licitações das Secretarias de Saúde e Infraestrutura do TO

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Operação Troféu cumpre dois mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (17). Objetivo é colher novos elementos que comprovem pagamentos indevidos feitos em contratos firmados nas duas secretarias. A Polícia Federal cumpre dois mandados de busca e apreensão, nesta quarta-feira (17), para colher novas provas contra um grupo criminoso suspeito de fraudar licitações das Secretarias Estaduais de Saúde e de Infraestrutura, em gestões passadas.
A operação recebeu o nome de Troféu e tem como objetivo fortalecer e confirmar informações repassadas durante Delação Premiada, além de colher novos elementos que comprovem os pagamentos indevidos feitos em contratos firmados nas duas pastas.
Os crimes de corrupção, fraudes em licitação, desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro estão sendo investigados nas operações Replicantes, Hastati e Brutus realizadas desde 2019.
Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até o presente momento apontam para o pagamento de propinas em espécie, que eram transportadas em envelopes até serem entregues diretamente aos chefes da organização criminosa.
Em ações anteriores, durante a realização de buscas nas residências e nos escritórios ligados aos investigados, os policias identificaram um grande número de envelopes que podem ter sido utilizados para o transporte dos valores.
Análises realizadas pela equipe de Policiais Federais conseguiram revelar evidências de que efetivamente se tratavam de envelopes utilizados para o pagamento das propinas, o que foi detalhado pelas colaborações premiadas firmadas e por outras diligências realizadas pela PF.
A organização criminosa é suspeita de ter mantido um sofisticado esquema para a prática de crimes com o objetivo de acumular riquezas em detrimento dos cofres públicos, além de praticar atos de intimidação e embaraço a investigações.
O nome da operação é uma referência a possível motivação que levou os investigados a manterem guardados, alguns por mais de uma década, os envelopes nos quais supostamente eram transportadas e entregues as vantagens indevidas.
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Fonte: G1 Tocantins