Reclamações são de pessoas que aguardavam no Hospital Regional de Araguaína. SES diz que orientou a permissão para acompanhantes de crianças, idosos, pacientes com necessidades especiais e parturientes. Restrição em hospitais não vale para grávidas, crianças e idosos, mesmo assim teve veto
Parentes de idosos internados no Hospital Regional de Araguaína, na região norte do estado, estão enfrentando dificuldades para acompanhar o tratamento dos familiares na unidade. A situação ocorre com a restrição da entrada nas unidades estaduais para controlar o aumento de casos de Covid-19.
O pai do comerciante Bruno Lando sofreu um acidente em Darcinópolis e está internado em um corredor do Hospital Regional de Araguaína (HRA). Ele veio do interior de São Paulo para ficar com o pai, mas sua entrada na unidade não foi liberada.
“É um problema, porque tem alimentação, hotel que eu preciso ficar e estou a 1.800 km de casa. Se tivesse algum suporte aqui. E ele precisa também tomar banho, porque está com a perna ruim”, afirmou o comerciante.
A lavradora Maria Antonia Costalina passa pela mesma dificuldade. O pai, de 78 anos, está internado sozinho no HRA e ela se preocupa. “Ele é idoso e depende da gente para tudo. Não acho certo. O certo é que eu tinha que estar lá junto com ele, mas eles não deixam”, disse.
Dificuldade ocorre no Hospital Regional de Araguaína
Reprodução/TV Anhanguera
Palmas
Em Palmas, gestantes em trabalho de parto no Hospital e Maternidade Dona Regina estão liberadas para terem acompanhante, mas mediante apresentação de teste que identifica a Covid-19. É o que aconteceu com a merendeira Maria Valdeneide Campelo, que conseguiu acompanhar a filha após comprovar que não está com o vírus.
“Imagina você estar sozinho em um leito, onde há pessoas que você não conhece, ainda mais ausente de uma mãe, de uma irmã ou de um esposo. Deve ser bem triste”, declarou Maria Valdeneide.
No Hospital Geral de Palmas (HGP), a costureira Lucimar Gomes de Araújo Rocha não enfrentou dificuldades para o marido, que também é idoso. Mas depois que soube da medida, ficou com medo de não conseguir entrar. “Vim preocupada achando que eu não ia conseguir ficar com meu esposo, mas está tudo bem, consegui entrar tranquilamente”, contou.
De acordo com a Defensoria Pública, cada caso para acompanhamento de paciente deve ser analisado de forma individual. “Os assistidos devem procurar primeiro a administração pública para verificar caso a caso a possibilidade de realizar a visita ou acompanhamento do paciente, para que possa viabilizar uma recuperação mais rápida”, explicou o defensor Freddy Alejandro.
O que diz a SES
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que o Hospital Dona Regina possui público de mulheres em trabalho de parto, que não se enquadram nas restrições por terem direito aos acompanhantes.
Sobre os casos de parentes barrados em Araguaína, a pasta explicou que todas as unidades hospitalares geridas pelo Executivo Estadual foram orientadas a permitirem acompanhantes de crianças, idosos, pacientes com necessidades especiais e parturientes, com a autorização de uma troca diária.
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Fonte: G1 Tocantins
