Reação alérgica pode durar até 15 dias e deve ser tratata com medicamentos. Dermatite da mariposa faz moradores de Palmas procurarem atendimento médico
Gabriel Paladino Ibãnez/Divulgação
Nove casos de dermatite da mariposa foram registrados em Palmas. A doença é uma reação alérgica que pode causar lesões e coceira por até 15 dias em várias partes do corpo. Após vários moradores procurarem atendimento em unidades de saúde, a prefeitura decidiu realizar uma palestra para informar sobre os sintomas e tratamento aos médicos da rede pública e particular.
Os casos na capital foram confirmados pela coordenação de Vigilância em Saúde e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde. Os diagnósticos para dermatite da mariposa ocorreram depois que equipes da prefeitura compararam os casos com o surto de coceira ocorrido em Pernambuco em 2021.
A dermatite da mariposa é uma reação alérgica às cerdas eliminadas pelo inseto da espécie Hylesia no momento do voo. As lesões são caracterizadas por carocinhos vermelhos que causam coceira intensa, geralmente no pescoço, braços e mãos.
A dermatologista Luciane Prado, que foi a primeira profissional a atender casos da doença em Palmas, explica que os sintomas incomodam e precisam ser tratados com medicamentos de acordo com a gravidade.
“Os sintomas são insuportáveis, tiram o sono e muitas vezes o diagnóstico pode indicar uma escabiose, que é a sarna. Com isso, muitos pacientes podem realizar tratamento inadequado. É preciso estar atento aos sintomas e procurar ajuda”, disse a dermatologista.
Ela explica que o tratamento é feito com pomadas e comprimidos, mas alguns casos muito intensos podem ser resolvidos com medicação intramuscular. Luciane Prado disse que também pode acontecer infecção por bactérias após o paciente coçar a lesão com as unhas sujas. “Nesses casos também entramos com o antibiótico”.
A pessoa que sentir os sintomas deve procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) de referência.
Palestra
Para auxiliar a rede de saúde de Palmas a detectar a doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) do Tocantins promove a palestra ‘Identificar e conduzir’ com Claudia Ferraz, dermatologista, doutora em Medicina Tropical e professora na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que colaborou na investigação do surto no estado.
A ação é voltada para médicos tanto da rede pública quanto da rede particular e ocorrerá por videoconferência nesta quarta-feira (13) às 19h30. São 300 vagas disponíveis e os profissionais interessados podem se inscrever pelo email urrcievspalmas.to@gmail.com, onde devem ser encaminhados nome completo e contato do WhatsApp.
O presidente da SBD, Miguel Avila, a identificação da dermatite provocada por mariposas trouxe a necessidade de uma abordagem correta da situação que ainda é pouco conhecida. “O objetivo da palestra com a médica Claudia Ferraz é munir toda a classe médica com o conhecimento necessário para o correto manejo dessa infrequente afecção dermatológica”, disse.
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Fonte: G1 Tocantins
