Paciente de Porto Nacional aguarda cirurgia para retirada de tumor na cabeça há mais de dois meses

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Demora no andamento de cirurgias eletivas preocupa parentes de Maria José de Araújo, de 59 anos, e outros pacientes que aguardam por procedimentos. Mulher aguarda há dois meses por cirurgia para retirar tumor da cabeça
Uma moradora de Porto Nacional, na região central do estado, aguarda há pelo menos dois meses para retirar um tumor na cabeça. Maria José de Araújo, de 59 anos, chegou a ser internada no Hospital Regional com convulsões, mas por precisar de uma cirurgia para retirada do câncer, foi encaminhada para Hospital Geral de Palmas (HGP).
Diante da demora no andamento das cirurgias eletivas, Maria José segue na fila de espera do procedimento. A situação preocupa a filha da paciente, a mocroemprendedora Rosângela Araújo, que conta que conforme orientação dos médicos, não há outro tratamento indicado.
Parentes se preocupam com o estado de saúde de Maria José Araújo
TV Anhanguera/ Reprodução
“A gente pergunta para os médicos o que deve ser feito, e falaram que o caso dela é cirúrgico e que essas convulsões que ela tem só vão acabar após cirurgia, e que ela está em uma lista de espera. Só que ela ja faz tratamento de quimioterapia e tem duas lesões nos pulmões. Duas já tinham sumido. Nossa preocupação é que ela tenha outra convulsão que possa ser fatal. E também se demorar muito para fazer essa cirurgia, a questão da lesão no pulmão pode se agravar mais ainda”, relata a filha.
4,5 mil pessoas na fila
O caso de Maria José não é o único e diversos pacientes ainda seguem na fila realização de cirurgias eletivas no estado, procedimentos que não são considerados como urgentes. A aposentada Carmem Lúcia Ferreira espera há dois anos por uma cirurgia o joelho, situação que compromete sua mobilidade.
Carmem Lúcia Ferreira espera por uma cirurgia o joelho
TV Anhanguera/ Divulgação
“Dois ou três ortopedistas já encaminharam, só que até hoje eu não fui chamada sequer para consulta com o especialista. E estou aqui esperando, no sofrimento e aguardando que uma hora saia”, reclama a idosa, explicando ainda que precisa de ajuda para atividades do dia a dia. ‘Não é fácil você acordar, dormir e passar o dia sentido dor, e viver sob remédios”, completa.
Cerca de 4,5 mil pessoas aguardam por um procedimento atualmente no estado. Mas para que sejam realizados com certa urgência no Sistema Único de Saúde (SUS), uma portaria do Ministério da Sáude prevê que esses procedimentos tenham prioridade, mesmo que continuem eletivos.
Para o andamento dos procedimentos, o Ministério deve destinar ao Tocantins cerca de R$ 1,2 milhão. “O governo federal injetando dinheiro para essa situação, vai diminuir as filhas. Vai resolver? Provavelmente não, mas vai estar amenizando a situação para poder melhorar a questão da saúde pública”, explica o advogado Alexsander Santos, que faz parte da comissão de direito médico da OAB-TO.
O que diz a Secretaria Estadual de Saúde
Sobre o caso de Maria José, em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que a paciente está recebendo acompanhamento profissional de oncologia do HGP devido ao diagnóstico de câncer, e que Maria José está consciente e com sinais estáveis. A pasta ainda explicou que a programação da cirurgia depende da melhora do quadro clínico, e a situação foi repassada aos parentes.
Com relação a Carmem Lúcia Ferreira, a pasta informou que ela está cadastrada na Central Estadual de Regulação aguardando consulta pré-cirúrgica de ortopedia.
A SES ainda informou que desde outubro de 2021 retomou a realização de cirurgias eletivas que estavam paralisadas devido à pandemia da Covid-19. Até o momento já foram realizados nos hospitais de gestão estadual, mais de quatro mil procedimentos.
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Fonte: G1 Tocantins