Projeto do Tribunal de Contas (TCE) e Instituto Federal do Tocantins (IFTO) fiscaliza estruturas abandonadas e cobra providências dos órgãos públicos para que obras tenham andamento. Universidade e servidores se unem para combater desperdício em obras paradas no TO
Projeto realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Instituto Federal do Tocantins (IFTO) fiscaliza estruturas e cobram providências dos órgãos públicos para que obras tenham andamento.
A obra de uma escola pública de ensino profissional está parada e abandonada há pelo menos 10 anos em Palmas. A construção tinha um orçamento de R$ 15 milhões, mas não passou da primeira fase e está literalmente caindo aos pedaços. Para tentar evitar esse tipo de desperdício do dinheiro público, um projeto vem sendo realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Instituto Federal do Tocantins (IFTO).
O objetivo é evitar que construções de grandes porte continuem no abandono, como essa escola que deveria atender até 1 mil alunos. “Ela está paralisada no estágio estrutural inicial. Então nós vamos identificar se a estrutura ainda está apta a continuar, se ela precisa de alguma intervenção, algum reforço estrutural para poder dar continuidade”, explicou o auditor Eduardo Valim.
O g1 questionou a Secretaria de Estado da Educação sobre a obra, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.
Passada a década em que a estrutura está aguentando a ação do tempo sem nenhum reparo, o professor do IFTO Moacyr Salles destacou que é preciso analisar como está a vida útil da obra.
Obra de escola pública está caindo aos pedaços
Reprodução/TV Globo
“Um dos diagnósticos que a gente está fazendo aqui é exatamente a estimativa da vida útil da peça de concreto armado. Em alguns pontos, esta vida útil já foi exaurida. Ela que teria uma estimativa de 50 anos pra acontecer, por conta das condições de exposição que a estrutura se encontra, ela já foi desgastada”.
A análise dos profissionais é feita em obras públicas como postos de saúde, hospitais e feiras. O material coletado em campo é levado para o laboratório do IFTO e analisado. A fiscalização também é feita no asfalto que é utilizado para recapear ruas e avenidas.
“Aqui nós fazemos ensaios de resistência desse material. Pra saber se esse material tem resistência suficiente para o tráfego, para os veículos que estão trafegando sobre ele”, explicou Flávio Vieira da Silva, coordenador do laboratório do IFTO.
Com os resultados das análises dos materiais recolhidos nas obras, gestores e empreiteiras são notificados para resolver os problemas. Se nenhuma providência for tomada, pode acarretar em processos judiciais.
Resultados
O projeto já tem dado resultados e entre as estruturas vistoriadas estava uma escola de tempo integral localizada em Palmas. Ela estava com as obras paradas desde 2014. A construção foi concluída e agora está pronta, para beneficiar 1,5 mil alunos.
Além da ação em benefício da sociedade, o projeto também ajuda na formação de estudantes da área, como o aluno de engenharia Marcos Miguel Alves Cunha, que considera as visitas importantes para as aulas práticas. “É uma matéria muito importante, que dá pra gente pegar tudo aquilo que tem em sala, aplicar dentro do campo e cumprir o nosso papel de cidadão, nossa função social!”, comentou o estudante.
“O Tribunal ganha, porque ele tem condição de ter esse apoio, que fortalece o relatório de auditoria. Os alunos ganham, porque eles veem na prática como é que funciona os ensaios. E principalmente a sociedade, porque tudo o que nós queremos é que essa obra retome e que seja entregue”, completou o auditor do TCE, Thiago Dias de Araújo.
Auditores, professores e alunos analisam o material das estruturas
TV Anhanguera/Divulgação
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins
