“Justiça foi feita”, diz Biden sobre morte de al-Zawahiri

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Falando da Casa Branca, presidente dos Estados Unidos afirmou que missão foi planejada cuidadosamente. EUA dizem que mataram Al Zawahiri, chefe da Al-Qaeda, no Afeganistão
Em declaração à imprensa realizada nesta segunda-feira (1°), o presidente norte-americano Joe Biden confirmou a morte de Ayman al-Zawahiri, líder e um dos fundadores da Al-Qaeda. A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) realizaram a operação militar em Cabul, no Afeganistão, no domingo (31).
Imagem exibida pela emissora de TV Al-Jazeera em 5 de outubro de 2001 mostra Osama Bin Laden ao lado do egípcio Ayman al-Zawahiri
Al-Jazeera via APTN
O egípcio al-Zawahiri sucedeu Osama bin Laden em 2011, após a morte do antigo líder por soldados dos EUA no Paquistão.
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Al-Zawahiri era um médico e cirurgião de formação e é apontado como um dos responsáveis pela formação ideológica, as táticas e habilidades organizacionais da Al-Qaeda. Ele é tido como o líder e idealizador dos primeiros atentados suicidas e células independentes, que se tornaram uma marca da rede.
O egípcio ajudou a coordenar os ataques de 11 de Setembro de 2001, nos EUA, em que quatro aeronaves civis foram sequestradas.
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Al-Zawahiri é suspeito de ter planejado o ataque que deixou 17 marinheiros mortos a um navio norte-americano que estava atracado no Iêmen, o USS Cole, em 2000. Dois anos antes, em 1998, o egípcio foi acusado nos EUA por ter participado de ataques com bombas nas embaixadas do país no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos.
Ayman Al-Zawahiri, em imagem de arquivo
AFP Photo / Site Intelligence Group
EUA no Afeganistão
Há quase um ano as forças dos EUA deixaram o Afeganistão. Isso permitiu que os talibãs retomassem o controle do país, após 20 anos afastados do poder.
Em um comunicado, o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, confirmou que houve um ataque no domingo e fez críticas à operação, que classificou como uma violação aos “princípios internacionais”.
Segundo o “New York Times”, esse foi o primeiro ataque americano em solo afegão desde a saída definitiva dos militares dos EUA do país, em 31 de agosto de 2021.
Em julho, os EUA anunciaram a morte do líder do grupo Estado Islâmico na Síria, Maher al-Agal, em um ataque com drones. A operação “enfraqueceu consideravelmente a capacidade” da organização “para preparar, financiar e realizar operações na região”, afirmou na ocasião um porta-voz militar americano.
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Fonte: G1 Mundo