O fundador do WikiLeaks está preso preventivamente em uma penitenciária de segurança máxima na Inglaterra, enquanto luta contra um processo de extradição para os Estados Unidos. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deixa a Corte de Magistrados de Westminster, em Londres, em 13 de janeiro
Reuters/Simon Dawson
O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, sofreu um pequeno acidente vascular cerebral na prisão no final de outubro, declarou sua companheira Stella Moris, na noite de sexta-feira (10).
Assange, de 50 anos, está preso preventivamente na penitenciária de segurança máxima Belmarsh, na Inglaterra, enquanto tenta evitar a extradição para os Estados Unidos, onde enfrenta ao menos 18 acusações criminais, incluindo uma violação da lei de espionagem, e conspiração para invadir computadores do governo.
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Moris, mãe de dois filhos com Assange, afirmou que o companheiro teve o derrame em 27 de outubro, primeiro dia de análise da apelação dos Estados Unidos contra a rejeição de extraditar Assange.
“Tem que ser libertado. Agora”, publicou Moris em seu perfil numa rede social no sábado (11) à noite.
O jornal Mail on Sunday informou que Assange sofreu um “acidente isquêmico transitório”, durante o qual o fluxo de sangue de uma parte do cérebro foi brevemente interrompido. O derrame provocou perda de memória, sinais de danos neurológicos e a queda de sua pálpebra direita. Desde então, está tomando medicamentos, segundo o jornal.
“Acredito que esse constante jogo de xadrez, batalha após batalha, esse estresse extremo, é o que causou esse derrame cerebral em Julian em 27 de outubro”, disse Moris.
A informação sobre o estado de saúde de Assange chega dois dias depois de uma vitória importante dos Estados Unidos para obter a extradição. Na sexta (10), a Justiça do Reino Unido aprovou um pedido de recurso americano, deixando Assange um passo mais próximo da extradição.
Os advogados de Assange anunciaram que vão recorrer ao Tribunal Supremo britânico e a tribunais internacionais se for necessário.
Ativista Julian Assange está mais perto de ser extraditado do Reino Unido para os Estados Unidos
Sete anos em embaixada
Considerado por apoiadores como uma vítima de ataques contra a liberdade de expressão, Assange passou sete anos vivendo dentro da embaixada do Equador em Londres.
Após este período, ele foi preso pelas autoridades britânicas e está há mais de dois anos na penitenciária de segurança máxima na Inglaterra.
Em janeiro deste ano, os EUA chegaram a ter um novo pedido de extradição negado pela justiça do Reino Unido que alegou existir um risco de Assange cometer suicídio.
O australiano, que conta com o apoio de várias organizações de defesa da liberdade de imprensa, publicou de cerca de 700.000 documentos militares e diplomáticos confidenciais.
Nos Estados Unidos, ele pode enfrentar uma pena de 175 anos de prisão.
Com informações da AFP.
Fonte: G1 Mundo
