Projeto é realizado na aldeia indígena Catàmjê, no município de Lagoa da Confusão, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Projeto promove capacitação e leva mudas às comunidades indígenas para reflorestamento
Indígenas da etnia Krahô-Kanela, da aldeia Catàmjê, localizada no município de Lagoa da Confusão, sul do estado, vão plantar mais de duas mil mudas de árvores nativas do cerrado para fazer o reflorestamento de áreas degradadas pelas queimadas.
O projeto é da Funai e tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Na primeira etapa, indígenas passaram por capacitação para realizar o plantio.
“O fogo destruiu muito o nosso território no ano de 2019, nós temos uma área próxima ao rio Formoso e nós queremos reflorestar com esse projeto de mudas nativas e nós também queremos vender sementes para reflorestar áreas degradadas no entorno das áreas indígenas em outros locais. A gente já vem fazendo discussão com a Funai, já estamos organizando venda da semente, não só pensando em proteger nossa área, mas também outras áreas que precisam no entorno de terras indígenas”, disse o cacique Wagner Katamy Krahô-Kanela.
O edital comtemplou a aldeia com R$ 50 mil. Esse recurso foi usado na construção de um viveiro, instalação de uma casa de apoio e reflorestamento na aldeia.
“Essa área foi adquirida para usufruto dos indígenas krahô-kanela de uma forma já desmatada, com pastagens. Então favorecerá a reconstrução da mata nessa terra indígena, como também vai suprir a grande perda pelas queimadas da vegetação. Isso trará uma vegetação propícia à cultura indígena”, explicou o coordenador técnico local da Funai de Gurupi, Georthon Brito.
Comunidade indígena participa de projeto de reflorestamento
Reprodução
A Secretaria de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos do estado doou mudas de espécies nativas do cerrado para a execução do projeto.
“Os indígenas estão vindo buscar, se articulando para trabalhar com não indígenas, com as instituições e o governo nessa busca de uma vida harmoniosa entre o índio e o não índio”, ressaltou a chefe de gabinete da Semarh, Mariah Alves.
As áreas que serão reflorestadas dentro da aldeia ficam localizadas nas margens do rio Formoso e próximas ao lago Vermelho. A secretaria também atuou no plantio dessas mudas e outras ações.
“E também orientação em relação ao plantio de espécies nativas do cerrado, coleta de sementes e a recuperação das nascentes das áreas degradadas próximas aos recursos hídricos dessa aldeia”, afirmou o engenheiro florestal da Semarh, João Noleto.
A previsão é que até o final do projeto sejam plantadas 2 mil mudas de árvores em uma área igual a quatro campos e meio de futebol.
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Fonte: G1 Tocantins
