Governo de Cuba e organizadores de protesto trocam acusações

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Um grupo está organizando uma passeata para o dia 15 de novembro. Eles afirmam seus integrantes foram alvo de repressão por parte do governo. As autoridades do governo acusaram os líderes do grupo de serem agentes dos Estados Unidos. Carros revirados em Havana após protestos contra o governo de Cuba, em julho de 2021
YAMIL LAGE / AFP
Uma manifestação política marcada para o dia 15 de novembro em Cuba é motivo de acusações no país. O grupo político de oposição que convocou a passeata se intitula Arquipélago, e afirmou que seus integrantes foram alvo de repressão por parte do governo. As autoridades do governo acusaram os líderes do grupo de serem agentes dos Estados Unidos.
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A Comissão de Apoio e Proteção aos Manifestantes do 15 de Novembro, criada para apoiar o grupo que convocou a passeata, afirmou que “as várias formas de repressão não cessaram em Cuba” desde 11 de julho, quando eclodiram manifestações em cerca de 50 cidades.
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A comissão afirma que os atos de repressão “se intensificaram” desde o anúncio do protesto pela liberdade dos presos políticos, proibido pelo governo.
Autoridades alegam que a mobilização visa a provocar uma mudança de regime, com o apoio dos Estados Unidos.
22 denúncias
O grupo reportou que integrantes e apoiadores do Arquipélago fizeram 22 denúncias, entre os dias 25 e 30 de outubro, de represálias por participarem da convocação. Entre elas estão ameaças de demissão, intimidação, vigilância policial, reclusão domiciliar e prisões arbitrárias.
No noticiário estatal, autoridades acusaram o fundador do Arquipélago e organizador da manifestação, Yunior García, de querer criar “um clima de instabilidade” para dar “um golpe de Estado brando”, após ter recebido treinamento no exterior, especialmente de organizações americanas.
O governo alertou os organizadores para as consequências criminais se persistirem no chamado à manifestação, programada para acontecer em Havana e em outras seis províncias da ilha. Em Cuba há “revolucionários em número suficiente para enfrentar qualquer tipo de manifestação”, advertiu o presidente Miguel Díaz-Canel há uma semana, diante do desafio dos grupos de oposição de manter a marcha.
Nas redes sociais, foram publicados vídeos e fotos de civis armados com pedaços de pau e armas treinando para um possível confronto.
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Fonte: G1 Mundo