Ajuda será dada para cidadãos que recebem menos de 2 mil euros (R$ 13 mil) mensais. Painel mostra preços de combustíveis na França em 12 de outubro de 2021
Pascal Guyot/AFP
O primeiro-ministro da França, Jean Castex, anunciou nesta quinta-feira (21) que o governo irá pagar um auxílio de 100 euros (cerca de R$ 660) para compensar a alta no preço dos combustíveis. Terão direito à ajuda os franceses que ganharem menos de 2.000 euros por mês (cerca de R$ 13 mil).
O pagamento será feito em apenas uma parcela e será destinado tanto a pessoas com emprego, como desempregados e aposentados. Em entrevista à emissora TF1, ele afirmou que esta é a solução “mais justa e mais eficaz”.
Ainda não foi explicado como os franceses terão acesso ao valor, mas o chefe do governo adiantou que cerca de 38 milhões de pessoas serão beneficiárias do que chamou de “indenização da inflação”. Ele disse ainda que o pagamento será “automático”.
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O Executivo francês vinha buscando uma forma de proteger o poder de compra, diante de uma situação que poderia representar uma bomba-relógio a seis meses da eleição presidencial.
O primeiro mandato do presidente francês, o liberal Emmanuel Macron, foi marcado pela crise dos “coletes amarelos”, que começou contra uma alta dos preços de combustíveis no final de 2018 e continuou durante parte de 2019.
Os combustíveis aumentaram na semana passada 2 centavos para níveis historicamente altos de 1,56 euro o litro para o diesel médio e 1,62 euro para a gasolina sem chumbo, com até 10% de etanol (SP95-E10).
Tudo isso em um contexto de alta dos preços do gás e da eletricidade, que obrigou os governos de algumas das principais economias do mundo a anunciarem um “escudo” energético no final de setembro para frear esses aumentos.
O preço do gás permanecerá bloqueado “ao longo de 2022”, informou Castex nesta quinta-feira, ao explicar que, segundo os especialistas, a queda dos preços “será mais lenta” que o previsto.
Fonte: G1 Mundo
