Força-tarefa monitora nível dos rios e qualidade da água nas 30 bacias hidrográficas do TO

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Em todo o estado, a água é monitorada por 48 plataformas de coleta de dados instaladas em vários pontos. Ação monitora nível e qualidade de 65 bacias hidrográficas do Tocantins
Uma força-tarefa formada por vários profissionais monitora diariamente a quantidade e qualidade da água nas 30 bacias hidrográficas existentes no Tocantins. O objetivo é medir a vazão, acompanhar o nível dos rios, além de garantir o abastecimento da população.
No rio das Balsas, em Aparecida do Rio Negro, a cerca de 70 km de Palmas, a equipe confere e monitora a água nas plataformas de coleta de dados.
O rio é importante recurso para o abastecimento dos municípios de Aparecida do Rio Negro. Os equipamentos permitem conferir com detalhes o nível da qualidade da água distribuída aos moradores.
“O mundo inteiro está usando essa tecnologia. Ela tem três medições de vazão em um aparelho. Então, nós temos três parâmetros para fazer a análise em escritório para corrigir os dados de vazão”, explicou o gerente de hidrometeorologia, Lorenzo Rigo.
Em todo o estado, a água é monitorada por 48 plataformas de coleta de dados instaladas em vários pontos das bacias hidrográficas. Elas medem os níveis de chuva e a vazão da água.
“Diuturnamente, esse monitoramento tem que ser constante, quanto mais dado, quanto mais tempo tem de monitoramento, eu tenho segurança maior para oferecer ao investidor, ao órgão fiscalizador, se aquele rio está melhorando ou piorando a qualidade e a quantidade de água naquela bacia”, explicou o diretor de planejamento e gestão dos recursos hídricos, Aldo Azevedo.
Os dados coletados na plataforma são enviados em tempo real por satélite de 15 em 15 minutos para uma sala da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Também é emitido um boletim diário de como está a situação dos rios, o que facilita a identificar possíveis problemas como a falta de água.
“Aqui em Palmas, em Porto Nacional, onde a cada ano que passa vai diminuindo a vazão. Em função da consequente aumento no número da população, aumenta a demanda e procura por água. Essa é a preocupação que se tem, mas a própria água está sendo captada no reservatório o que ameniza a quantidade de água”, afirmou o coordenador do Fórum Tocantinense de bacias hidrográficas, Itamar Xavier.
O g1 e a TV Anhanguera mostraram que no período da seca, que se intensifica nos meses de agosto e setembro, rios e nascentes na Serra do Lajeado, em Palmas, ficam praticamente secos. Moradores dizem que o nível da água nunca esteve tão baixo esse ano. Uma das preocupações é quanto ao nível do ribeirão Taquaruçu, que abastece a capital.
No sudoeste do Tocantins, a estiagem também provoca alerta. A região concentra a maior região agrícola irrigável em terras contínuas da América Latina. Dois rios importantes sofrem com a estiagem. Entre eles está o rio Javaé, que é um dos principais meios de subsistência das comunidades indígenas que vivem na Ilha do Bananal. A situação do rio Formoso não é diferente. Em setembro, era possível ver que o fluxo de água já não ocupava todo o espaço e em algumas áreas só se via areia.
“Uma bacia [rio Formoso] que demanda uma quantidade de água muito maior e tem população ribeirinha, tem várias reservas indígenas, então a gente monitora com 14 estações para dar uma segurança maior para aquela população e para os investimentos naquela região”, explicou Aldo.
Os dados também são compartilhados com todo o país através da Agência Nacional de Águas e o estado tem conseguido cumprir a meta anual de funcionamento das plataformas.
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Fonte: G1 Tocantins