Ex-segurança de Emmanuel Macron, da França, é condenado a três anos de prisão

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Em 1º de maio de 2018 houve uma manifestação no centro de Paris. O segurança de Macron foi gravado em vídeo agredindo manifestantes. Alexandre Benalla em 5 de novembro de 2021
Stephane de Sakutin / AFP
A Justiça da França condenou um ex-guarda-costas do presidente Emmanuel Macron por agredir manifestantes durante uma manifestação do 1º de maio em 2018.
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Alexandre Benalla, o segurança, te, 30 anos. Ele também foi considerado culpado por usar seus passaportes diplomáticos de forma fraudulenta, após ser demitido. Ele ainda falsificou um documento para obter um passaporte de serviço e, em 2017, teve uma arma com porte ilegal.
Veja abaixo um vídeo em que Benalla aparece agredindo um manifestante em Paris.
Macron decide demitir segurança que agrediu manifestante
A pena foi imposta nesta sexta-feira (5). Foram três anos de prisão, mas em um desses ele poderá responder em liberdade, com uma pulseira eletrônica.
A presidente do tribunal, Isabelle Prévost-Desprez, ao pronunciar a sentença, disse que Benalla “foi investido com um certo poder, real quanto às suas funções, mas presumido quanto à sua proximidade com o presidente da República”.
Benalla aparece em primeiro plano em foto de fevereiro, com Macron ao fundo (de gravata preta); ‘senhor segurança’ foi demitido em 20 de julho de 2018
Ludovic Marin/Pool via Reuters
Ela afirmou que o segurança traiu a confiança depositada nele por essa nomeação, o que justifica a condenação com a “gravidade dos diversos fatos, as missões que cumpria e que exigiam rigor e exemplo”.
Quais foram os fatos?
Em 1º de maio de 2018 houve uma manifestação marcada por confrontos no centro de Paris. Benalla aparece em vídeo agredindo manifestantes.
Inicialmente, ele está com as forças de segurança como observador, usando um capacete das forças de ordem.
Imagem retirada de vídeo mostra homem identificado como Alexandre Benalla, chefe de segurança do Palácio do Eliseu, com uniforme policial agredindo manifestante em protesto de 1º de maio em Paris de 2048
Tahar Bouhafs/AFP
O jornal “Le Monde” revelou o caso no verão de 2018, destacando que ele foi punido apenas com uma suspensão de 15 dias e que mantinha um escritório no governo da França.
A oposição denunciou rapidamente um “assunto de Estado”. Os meses seguintes foram marcados por uma chuva de revelações e pelas audiências em comissões parlamentares de inquérito.
A condenação é a primeira contra o ex-colaborador de Macron, que tem outros cinco casos abertos. Ele sempre negou qualquer agressão e disse ter tido uma “reação cidadã” com pessoas “que acabavam de cometer uma infração”.
O veredicto sobre este escândalo que, junto com os protestos sociais dos “coletes amarelos”, abalou a primeira parte do mandato do presidente liberal, chega meses antes da eleição presidencial prevista para abril de 2022.
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Fonte: G1 Mundo