Governo foi criticado ao longo do mundial por proibir manifestações dentro de campo, com a proibição do uso de braçadeiras em apoio à comunidade LGBTQIA+, e na torcida, principalmente em apoio às mulheres iranianas. O emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani , parabeniza Messi durante a cerimônia de entrega da taça da Copa do Mundo de 2022, em 18 de dezembro de 2022.
Molly Darlington/ Reuters
O Catar “cumpriu a promessa de organizar uma Copa excepcional para os países árabes”, afirmou no domingo (18) o emir do país, Tamim bin Hamad Al-Thani – a autoridade máxima do país.
Ao longo dos 28 dias de campeonato, o governo catariano recebeu críticas por proibir e reprimir manifestações dentro e fora do campo, como:
O uso de braçadeira por parte de jogadores europeus em apoio à comunidade LGBTQIA+;
Atos que fizessem referência às manifestações que já duram mais de dois meses no Irã encabeçadas pelas mulheres do país .
Sem fazer referência às polêmicas, Al-Thani disse ainda que a Copa do Mundo de 2022, a primeira no Oriente Médio, “proporcionou aos povos do mundo a oportunidade de conhecer a riqueza da nossa cultura e a originalidade de nossos valores”, disse ainda Al-Thani.
O emir parabenizou os finalistas, Argentina e França, e agradeceu “às equipes por seu magnífico jogo e aos torcedores que as incentivaram com entusiasmo”.
Desde que foi escolhido como sede, no final de 2011, o Catar foi alvo de críticas, principalmente por parte de países europeus, por abusos contra os direitos humanos de grupos como migrantes do sul da Ásia e da África e a comunidade LGBTQIA+.
Ativistas colocam cruzes em frente à sede da Fifa na Suíça em protesto por direitos trabalhistas na construção de estádios para a Copa do Mundo do Catar. Entidade elege nesta sexta-feira (29) seu próximo presidente.
Ennio Leanza/Keystone via AP
Governos da Europa criticaram a Fifa por haver escolhido como sede da Copa de 2022 um país que proíbe por lei a homossexualidade.
Após anos de denúncias, o governo do país se pronunciou, durante a Copa, sobre o balanço de mortos:
Segundo Doha, “entre 400 e 500” pessoas morreram durante as construções da infraestrutura geral para a Copa – incluindo estádios, estradas, hotéis, pontes e obras de saneamento.
A afirmação foi feita pelo chefe da organização da Copa do Mundo no governo do país, Hassan Al-Tawadhi, em entrevista à uma TV inglesa.
Embora tenha acontecido em meio a polêmicas, o torneio se deu sem maiores incidentes.
Em uma entrevista concedida à agência de notícias Associated Press, o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Gilbert F. Houngbo, afirmou que “não existe nenhuma informação crível” sobre a questão.
*Com AFP
Fonte: G1 Mundo
