Líder ucraniano teve discurso gravado transmitido na sede da ONU em Nova York porque preferiu não deixar seu país em meio à guerra. Volodymyr Zelensky no vídeo que foi apresentado na Assembleia da ONU em 21 de setembro de 2022
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O discurso do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está sendo exibido neste momento na Assembleia Geral de ONU. Sua fala é gravada porque o ucraniano preferiu não deixar Kiev, já que seu país continua enfrentando a invasão por forças russas.
Em seu discurso, Zelensky pediu punição pelos crimes cometidos pela Rússia, pelas mortes que ela causou, pela violação do território ucraniano.
“As sanções contra o agressor fazem parte da fórmula de paz”, disse o presidente ucraniano, ao apresentar seu caminho para alcançar a paz na Ucrânia.
“A Ucrânia quer paz. A Europa quer paz. O mundo quer paz. E vimos quem é o único que quer a guerra. há apenas uma entidade entre todos os estados membros da ONU que diria agora se pudesse interromper meu discurso que está feliz com esta guerra, com sua guerra”, disse.
Mais cedo, também nesta quarta, Zelensky afirmou que “não acredita” que a Rússia usará armas nucleares na guerra na Ucrânia, depois que Putin expressou elevou o tom de suas ameaças num discurso na TV.
“Não acho que essas armas serão usadas. Não acho que o mundo deixará isso acontecer”, afirmou o chefe de Estado ucraniano, segundo trechos da entrevista do ucraniano a uma TV alemã.
O líder russo anunciou uma mobilização de 300 mil reservistas na Rússia como reforço na guerra na Ucrânia e ameaçou o Ocidente com recorrer a armas nucleares.
“Amanhã, Putin poderá dizer: ‘queremos uma parte da Polônia além da Ucrânia, se não, usaremos armas nucleares’”, disse o presidente ucraniano.
“Não podemos aceitar esse tipo de compromisso”, acrescentou. A Ucrânia “continuará a ofensiva”, declarou, acrescentando que “certamente libertará (nossos) territórios”.
‘Isso não é um blefe’, diz Vladimir Putin durante pronunciamento
Putin “quer afogar a Ucrânia em sangue, incluindo o de seus próprios soldados”, acrescentou, referindo-se à mobilização decretada por Moscou.
“Ele precisa de um exército de vários milhões de pessoas contra nós, porque vê que grande parte dos que chegam fogem”, afirmou, sobre as deserções no exército russo.
“Sabemos que eles mobilizaram cadetes, meninos que não sabiam lutar. Não conseguiram nem terminar o treinamento”, disse.
O presidente ucraniano também chamou de “simulação” os referendos de anexação marcados para sexta-feira pela Rússia nos territórios ocupados. “90% dos Estados não os reconhecerão”, acrescentou.
Fonte: G1 Mundo
