Equipe de governo do Reino Unido já afirmou que pode apertar ainda mais as restrições para conter as infecções de coronavírus nas próximas duas semanas. Covid-19: Reino Unido confirma dois casos da variante ômicron
Pouco mais da metade das festas corporativas de confraternização de fim de ano foram canceladas no Reino Unido, de acordo com uma pesquisa de opinião offeroftheday.com. As comemorações ainda não estão proibidas, mas o aumento do número de contaminações diárias por Covid-19 pode levar o governo a adotar novas restrições para reduzir aglomerações. O Brexit também ameaça os festejos. A falta de mão de obra pode prejudicar entregas de presentes e esvaziar as prateleiras dos supermercados.
As pessoas já estiveram bem mais otimistas. Afinal, esta é a data mais popular do ano. Cerca de 52% dos britânicos começaram a fazer suas compras de Natal ainda em outubro. No último sábado, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que o país terá um Natal consideravelmente melhor do que o do ano passado, após anunciar a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados.
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O governo tem evitado medidas mais restritivas temendo conter o discreto processo de recuperação econômica, mas o avanço da nova variante ômicron acendeu a luz amarela na equipe de Johnson, que já disse que pode apertar ainda mais as restrições nas próximas duas semanas. O número de casos diários de Covid-19 voltou a subir e deu um salto essa semana, com 53 mil novas infecções nesta quinta-feira(2).
Entre sinais confusos do governo e as ações que adotará no futuro próximo, mais de metade das festas de confraternização de fim de ano organizada por empresas no país foram canceladas. Novas restrições para viagens, que passaram a valer nos últimos dias, também devem diminuir o entusiasmo das pessoas. Mas esse não é o único problema. O Brexit continua sendo uma grande sombra no país, menos de um ano depois de ser implementado de fato e isso também tem um potencial enorme para aborrecer os britânicos.
Sem a mão de obra de dezenas de milhares de europeus do continente que deixaram o Reino Unido durante a pandemia —e não voltaram por conta das novas regras trabalhistas dos pós-Brexit — não há, por exemplo, motoristas suficientes para fazer as entregas de fim de ano. A semanas antes do natal, transportadoras têm enfrentado todos os tipos de problemas com profissionais que não conhecem os trajetos, que erram os endereços, ou deixam os pacotes em depósitos. Muitas lojas têm empurrado para 2022 o prazo de entrega dos seus produtos.
Falta de combustível
Há alguns meses faltou combustível no Reino Unido porque não havia motoristas suficientes. O governo precisou mobilizar o exército para normalizar as entregas nos postos de gasolina. Estima-se que, agora, podem faltar itens considerados indispensáveis na mesa dos britânicos nesta época do ano, como presunto, peru e até espumantes.
Não é por acaso que todo mundo tem tentado acelerar suas compras. É uma mistura de demanda reprimida pela pandemia, medo de desabastecimento e a própria mania de Natal. Mas o fato é que varejistas se queixam de não conseguirem encontrar mão de obra. Isso pode ter efeito não apenas nas entregas em si, como nos preços dos produtos. Itens da ceia natalina já registram aumentos próximos de 5%, o que é bastante num país que tem como centro da meta anual de inflação 2%.
Como no resto mundo, os britânicos estão cansados da pandemia, sobretudo depois de enfrentar três lockdowns. Com mais de 80% da população duplamente vacinada, a prioridade do governo é acelerar o chamado reforço (a terceira dose) para garantir que o natal será melhor, como prometeu o premiê. Mas esse não será o único desafio de Johnson. A população também já não aguenta mais os efeitos do Brexit.
De acordo com a pesquisa de opinião offeroftheday.com, 51% da nação garantem que vão aproveitar mais o natal deste ano — o que significa comer e beber fora, fazer compras e visitar atrações — porque consideram ter perdido o do ano passado. Esse percentual aumenta para 72% na faixa etária dentre 18 e 24 anos. Tudo isso significa que governo terá pela frente a difícil tarefa de administrar essas expectativas, a realidade pandêmica e as agruras do Brexit.
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Pouco mais da metade das festas corporativas de confraternização de fim de ano foram canceladas no Reino Unido, de acordo com uma pesquisa de opinião offeroftheday.com. As comemorações ainda não estão proibidas, mas o aumento do número de contaminações diárias por Covid-19 pode levar o governo a adotar novas restrições para reduzir aglomerações. O Brexit também ameaça os festejos. A falta de mão de obra pode prejudicar entregas de presentes e esvaziar as prateleiras dos supermercados.
As pessoas já estiveram bem mais otimistas. Afinal, esta é a data mais popular do ano. Cerca de 52% dos britânicos começaram a fazer suas compras de Natal ainda em outubro. No último sábado, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que o país terá um Natal consideravelmente melhor do que o do ano passado, após anunciar a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados.
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Entre sinais confusos do governo e as ações que adotará no futuro próximo, mais de metade das festas de confraternização de fim de ano organizada por empresas no país foram canceladas. Novas restrições para viagens, que passaram a valer nos últimos dias, também devem diminuir o entusiasmo das pessoas. Mas esse não é o único problema. O Brexit continua sendo uma grande sombra no país, menos de um ano depois de ser implementado de fato e isso também tem um potencial enorme para aborrecer os britânicos.
Sem a mão de obra de dezenas de milhares de europeus do continente que deixaram o Reino Unido durante a pandemia —e não voltaram por conta das novas regras trabalhistas dos pós-Brexit — não há, por exemplo, motoristas suficientes para fazer as entregas de fim de ano. A semanas antes do natal, transportadoras têm enfrentado todos os tipos de problemas com profissionais que não conhecem os trajetos, que erram os endereços, ou deixam os pacotes em depósitos. Muitas lojas têm empurrado para 2022 o prazo de entrega dos seus produtos.
Falta de combustível
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Não é por acaso que todo mundo tem tentado acelerar suas compras. É uma mistura de demanda reprimida pela pandemia, medo de desabastecimento e a própria mania de Natal. Mas o fato é que varejistas se queixam de não conseguirem encontrar mão de obra. Isso pode ter efeito não apenas nas entregas em si, como nos preços dos produtos. Itens da ceia natalina já registram aumentos próximos de 5%, o que é bastante num país que tem como centro da meta anual de inflação 2%.
Como no resto mundo, os britânicos estão cansados da pandemia, sobretudo depois de enfrentar três lockdowns. Com mais de 80% da população duplamente vacinada, a prioridade do governo é acelerar o chamado reforço (a terceira dose) para garantir que o natal será melhor, como prometeu o premiê. Mas esse não será o único desafio de Johnson. A população também já não aguenta mais os efeitos do Brexit.
De acordo com a pesquisa de opinião offeroftheday.com, 51% da nação garantem que vão aproveitar mais o natal deste ano — o que significa comer e beber fora, fazer compras e visitar atrações — porque consideram ter perdido o do ano passado. Esse percentual aumenta para 72% na faixa etária dentre 18 e 24 anos. Tudo isso significa que governo terá pela frente a difícil tarefa de administrar essas expectativas, a realidade pandêmica e as agruras do Brexit.
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Fonte: G1 Mundo