Dólar opera em queda nesta quarta-feira

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Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,28%, a R$ 4,6766. Notas de dólar
Reuters
O dólar opera em queda nesta terça-feira (13), diante da alta internacional da moeda norte-americana, enquanto investidores digeriam dados domésticos muito mais fortes que o esperado sobre o setor varejista.
Às 9h27, a moeda norte-americana recuava 0,18%, cotada a R$ 4,6683. Veja mais cotações.
Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 0,28%, cotado a R$ 4,6766. Com o resultado, passou a acumular baixa de 1,74% na parcial do mês. No ano, tem queda de 16,11% frente ao real.
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No exterior, permanecem as preocupações com a alta da inflação global e impactos da guerra na Ucrânia, o que vem estimulando apostas de aumentos maiores na taxa de juros nos EUA.
No Reino Unido, a inflação ao consumidor britânico saltou em março para 7% em 12 meses, o nível mais elevado em 30 anos.
Os preços do petróleo subiam nesta quarta-feira mesmo após a Agência Internacional de Energia (AIE) reduzir a previsão da demanda mundial por petróleo, em virtude dos confinamentos na China. A estimativa de demanda mundial foi reduzida em 260.000 barris diários em relação ao seu informe mensal anterior e a agência aposta agora em um consumo de 99,4 milhões de barris diários em 2022, o que ainda corresponde a uma alta de 1,9 milhão de barris em relação a 2021.
Na China, dados fracos de importação para março reforçaram os temores de uma nova desaceleração no crescimento econômico em meio ao pior surto de coronavírus do país em dois anos.
Por aqui, o IBGE divulgou mais cedo que as vendas do comércio cresceram 1,1% em fevereiro, na comparação com janeiro, cravando a segunda alta seguida.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou na segunda-feira que o resultado da inflação de março foi uma “surpresa” e que os núcleos do IPCA “estão muito altos”, aumentando as apostas de que a taxa básica de juros (Selic) será elevada em 2022 para além de 13% ao ano.
Juros mais altos no Brasil tornam a moeda local mais interessante para investidores que buscam rendimento em ativos mais arriscados.

Fonte: G1 Mundo