No centro da polêmica recente está a Escocesa, mas há uma segunda propriedade com mais 16 animais diagnosticados. Produtores questionam exames e pedem contraprova. Produtores rurais questionam na justiça resultados de exames do mormo; entenda polêmica
Produtores rurais estão tentando impedir na Justiça o sacrifício de cavalos e éguas diagnosticados com mormo no norte do estado. No centro da polêmica recente está a Escocesa. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), ela teve diagnóstico positivo em três exames e deveria ser sacrificada, mas quando os fiscais chegaram à propriedade não conseguiram encontrá-la.
O mormo é uma doença infecciosa causada por uma bactéria e não tem cura. Os donos da Escocesa estão inconformados e questionam o diagnóstico feito pelo único laboratório do país credenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. “O exame feito em dezembro e o reagente tinha vencido em junho, conforme consta no documento que me entregaram”, contou o engenheiro Rômulo do Carmo Ferreira.
O ministério afirma que o reagente estava dentro do prazo de validade e aconteceu apenas um erro de digitação. O pedido para um novo teste foi negado e o caso foi parar na Justiça.
“O erro que foi corrigido e demonstrado ao poder judiciário, com documentos que comprovam que não havia vencido. Os insumos utilizados no teste não estavam vencidos. Se você abre uma exceção para fazer um reteste, quando o teste confirmatório já foi feito, você pode colocar todo o programa em risco”, disse o representante do programa Nacional de Sanidade dos Equídeos, Luiz Eduardo Cardoso.
Quando surge um caso suspeito de mormo, para evitar que a doença se espalhe, a propriedade é interditada e o animal doente isolado até que a investigação seja concluída. Com a decisão da Justiça para que a Escocesa fosse sacrificada os agentes da Adapec foram até a propriedade, mas não encontraram ninguém.
“O motivo de você realizar a eutanásia do animal positivo é para preservar os outros animais da propriedade, os dos vizinhos e a saúde pública”, explicou o técnico da Adapec, César Romero.
O advogado que acompanha o caso contesta a versão. “Não houve contato prévio da Adapec marcando essa data com eles. Eles estiveram aqui, o gerente da propriedade estava em Araguaína fazendo compras para a propriedade, eles arrebentaram o cadeado. A gente soube pela imprensa que havia até registrado um boletim de ocorrência e mais estranho ainda, autuado a proprietária por ter transitado ilegalmente com um animal que, na verdade, nunca saiu daqui”, afirmou o advogado Reinaldo Pagani.
O caso da escocesa não é o único na Justiça. Um criador de cavalos manga-larga machador luta, há mais de um ano, para que seja feita uma contra prova do exame de mormo que atestou que 16 animais da propriedade dele estão infectados, mas até agora não conseguiu.
Os animais seguem isolados. “O Ministério da Agricultura tem um acordo de cavalheiros com esse laboratório com esse laboratório da Alemanha que impede o envio de sangue equino aqui do Brasil, de pessoa física, para fazer lá”, reclamou o produtor rural Marcos Aurélio.
No Tocantins, em 2021, foram registrados 28 casos positivos da doença. Este ano, de janeiro até agora são nove diagnósticos nos municípios de Buriti, Augustinópolis, Araguatins e Araguaína, no norte do estado.
“Há uma vasta discussão na ciência a respeito dos testes para diagnósticos da enfermidade Mormo. Há possibilidade, inclusive, de nós utilizarmos esses animais da propriedade para nos ajudar nos estudos epidemiológicos e clínicos dessa doença no Brasil”, comentou o de medicina veterinária Márcio Gianordoli.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Produtores rurais estão tentando impedir na Justiça o sacrifício de cavalos e éguas diagnosticados com mormo no norte do estado. No centro da polêmica recente está a Escocesa. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), ela teve diagnóstico positivo em três exames e deveria ser sacrificada, mas quando os fiscais chegaram à propriedade não conseguiram encontrá-la.
O mormo é uma doença infecciosa causada por uma bactéria e não tem cura. Os donos da Escocesa estão inconformados e questionam o diagnóstico feito pelo único laboratório do país credenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. “O exame feito em dezembro e o reagente tinha vencido em junho, conforme consta no documento que me entregaram”, contou o engenheiro Rômulo do Carmo Ferreira.
O ministério afirma que o reagente estava dentro do prazo de validade e aconteceu apenas um erro de digitação. O pedido para um novo teste foi negado e o caso foi parar na Justiça.
“O erro que foi corrigido e demonstrado ao poder judiciário, com documentos que comprovam que não havia vencido. Os insumos utilizados no teste não estavam vencidos. Se você abre uma exceção para fazer um reteste, quando o teste confirmatório já foi feito, você pode colocar todo o programa em risco”, disse o representante do programa Nacional de Sanidade dos Equídeos, Luiz Eduardo Cardoso.
Quando surge um caso suspeito de mormo, para evitar que a doença se espalhe, a propriedade é interditada e o animal doente isolado até que a investigação seja concluída. Com a decisão da Justiça para que a Escocesa fosse sacrificada os agentes da Adapec foram até a propriedade, mas não encontraram ninguém.
“O motivo de você realizar a eutanásia do animal positivo é para preservar os outros animais da propriedade, os dos vizinhos e a saúde pública”, explicou o técnico da Adapec, César Romero.
O advogado que acompanha o caso contesta a versão. “Não houve contato prévio da Adapec marcando essa data com eles. Eles estiveram aqui, o gerente da propriedade estava em Araguaína fazendo compras para a propriedade, eles arrebentaram o cadeado. A gente soube pela imprensa que havia até registrado um boletim de ocorrência e mais estranho ainda, autuado a proprietária por ter transitado ilegalmente com um animal que, na verdade, nunca saiu daqui”, afirmou o advogado Reinaldo Pagani.
O caso da escocesa não é o único na Justiça. Um criador de cavalos manga-larga machador luta, há mais de um ano, para que seja feita uma contra prova do exame de mormo que atestou que 16 animais da propriedade dele estão infectados, mas até agora não conseguiu.
Os animais seguem isolados. “O Ministério da Agricultura tem um acordo de cavalheiros com esse laboratório com esse laboratório da Alemanha que impede o envio de sangue equino aqui do Brasil, de pessoa física, para fazer lá”, reclamou o produtor rural Marcos Aurélio.
No Tocantins, em 2021, foram registrados 28 casos positivos da doença. Este ano, de janeiro até agora são nove diagnósticos nos municípios de Buriti, Augustinópolis, Araguatins e Araguaína, no norte do estado.
“Há uma vasta discussão na ciência a respeito dos testes para diagnósticos da enfermidade Mormo. Há possibilidade, inclusive, de nós utilizarmos esses animais da propriedade para nos ajudar nos estudos epidemiológicos e clínicos dessa doença no Brasil”, comentou o de medicina veterinária Márcio Gianordoli.
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Fonte: G1 Tocantins