Animais entram em uma condição letárgica sob baixas temperaturas e despencam, mas costumam se recuperar com os primeiros raios de sol. Iguana pendurada em árvore na Flórida, EUA em 30 de janeiro de 2022
Wilfredo Lee/AP
A onda de frio na Flórida, Estados Unidos, ocorre de uma maneira um pouco diferente do que em outros lugares do país. Por lá, quando os termômetros batem os 10ºC, já é hora de botar um casaco mais pesado – e ficar de olho nas árvores.
Os riscos de nevasca, como as que atingem o centro leste do país, são bastante baixos neste que é conhecido como “O Estado do Sol”. Por lá, o problema é outro quando os termômetros vão se aproximando do zero. As iguanas.
O Serviço Nacional de Meteorologia disse, no domingo (30), que a previsão é de que o clima volte a esquentar na região durante a semana – temperaturas negativas são bastante raras – e dificilmente produzem danos nas plantações de laranja, morangos e tomates.
Gelo se formou durante a madrugada em pontos da Flórida, nos EUA
AP
Já para as iguanas, bem, isso é outra questão.
Eles são uma espécie invasora, bem acostumada com as árvores do sul da Flórida, mas quando fica frio, abaixo de 4ºC, elas entram em uma espécie de letargia e caem no chão.
Iguana ‘congelada’ no chão da Flórida, nos EUA, em 30 de janeiro de 2022
Joe Cavaretta/South Florida Sun-Sentinel via AP
E esfriou na Flórida neste fim de semana.
O Serviço Nacional de Meteorologia informou que West Palm Beach atingiu 3ºC, a manhã mais fria dos últimos 12 anos.
Na costa leste, em Vero Beach, os termômetros marcaram –1ºC, menor temperatura desde 1978. E as iguanas sofrem com essa baixa.
Mas fica tudo bem, porque elas geralmente acordam com o calor dos primeiros raios de sol.
Iguana no chão na Flórida se recupera das baixas temperaturas
Stacy Lopiano via AP
Fonte: G1 Mundo
