Bloqueio de R$ 3,6 milhões deixa IFTO sem dinheiro para pagar as contas de dezembro

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Instituição informou que está tentando dialogar com empresas contratadas e fornecedores para evitarem a interrupção dos serviços. Situação deve causar até atraso no salário de terceirizados. IFTO campus Palmas
Ascom IFTO
O bloqueio de verbas pelo governo federal deixou o Instituto Federal do Tocantins sem verbas para pagar as contas de dezembro. Em nota divulgada nesta quarta-feira (14), o IFTO informou que o último corte bloqueou mais R$ 3.625.559 da instituição. A restrição chega a 22% do orçamento de funcionamento previsto para o ano.
O último bloqueio de orçamento aconteceu no início de dezembro e também afetou a Universidade Federal do Tocantins. No caso da UFT o impacto foi ainda maior, chegando a R$ 7 milhões que seriam usados para manutenção e despesas básicas dos campus.
Durante a manhã desta quarta-feira (14) o ministro da Educação, Victor Godoy, afirmou que será editada uma medida provisória (MP) pelo governo federal até o final desta semana liberando parte dos recursos do orçamento da pasta que estão bloqueados.
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Em nota divulgada nas redes sociais, o IFTO afirmou que neste ano já tinha sido feito um corte de R$ 3.111.148 no orçamento de custeio da instituição.
“Além do bloqueio orçamentário, o referido decreto zerou o limite de pagamentos das despesas discricionárias do Ministério da Educação previsto para o mês de dezembro, impossibilitando a liberação de financeiro para que a Instituição possa efetuar os pagamentos de contratos continuados, bolsas de pesquisa, extensão, capacitação, dentre outros”, afirmou o IFTO.
Segundo a instituição, a única liberação no mês de dezembro foi para a assistência estudantil, que possibilitou o pagamento de benefícios do Programa Nacional de Assistência Estudantil.
“O bloqueio orçamentário e o não repasse de financeiro comprometem o pagamento de serviços essenciais como energia elétrica, água e os contratos como cessão de mão de obra, aos quais encontram-se vinculados mais de 350 funcionários terceirizados que prestam seus serviços às universidades do IFTO”, diz a nota.
O IFTO informou que está tentando dialogar com as empresas contratadas e fornecedores para evitarem a interrupção dos serviços até que os repasses sejam normalizados. Durante reunião, algumas terceirizadas informaram que a situação deve causar atraso no salário de colaboradores.
“A situação está sendo acompanhada pela Reitoria e demais gestores do IFTO com o grau de seriedade que o assunto demanda e manterá as comunidades interna e externa informadas acerca da evolução do problema e eventuais medidas de saneamento implementadas no âmbito do MEC e do IFTO”, finaliza a nota.
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Fonte: G1 Tocantins