Equipe do Museu de Morfologia da UFT acumula um acervo de mais de 50 animais que passaram pelo processo de taxidermia. Saiba mais detalhes dessa técnica. Ave em processo de taxidermia
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Por acidentes ou até mesmo ação violenta, cerca de 50 corpos de animais encontrados no estado ganharam um destino voltado à ciência. Eles passam por um processo preservação e agora vão ser expostos pelo Museu de Morfologia da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
De acordo com a professora Tainá de Abreu, eles passam pelo processo de taxidermia, que é uma forma de recuperação da pele, e são destinados a exposições. Mas não é um trabalho de apenas preencher o corpo do animal. A professora explica que são usadas técnicas que deixam a pele do animal morto o mais natural possível.
Animal disponível para exposições no museu
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“A gente retira a pele desse animal, trata essa pele para que ela não perca e precisa criar um manequim, um corpo que seja fidedigno àquele corpo que o animal tinha. Basicamente a gente deixa só a pele e alguns poucos ossos, dependendo do animal. A taxidermia dá forma à essa pele”, explicou Tainá.
Fazem parte dos trabalhos alunos dos cursos de nutrição, enfermagem, engenharia ambiental e biologia da UFT, curso de medicina de intuições privadas e alunos do ensino médio.
Museu recebe animais recolhidos pelo Naturatins
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Ainda dentro das técnicas está a recriação de algumas partes do corpo do animal, como os olhos, que não podem ser reaproveitados. “Não se utiliza os olhos originais do animal porque eles mudam completamente de cor, de formato. Algumas cartilagens do nariz, orelha precisam ser reconstruídas. Então a gente usa outros materiais para dar esse suporte”, disse.
Materiais
Entre os procedimentos usados está curtimento de couro para mamíferos de médio e grande porte. Para aves a equipe que faz a taxidermia nos corpos usa uma pasta que contém cânfora, bórax, óleo de cravo, cálcio e outros componentes.
A professora contou que o trabalho começou com a preparação de animais domésticos, mas agora a equipe se dedica aos silvestres. A UFT tem um convênio firmado com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), que entrega corpos de animais encontrados no estado. E muitos ainda ‘aguardam’ pela preparação e para fazer parte da exposição do museu. “São quatro freezer bem cheios”, afirmou.
Onça pintada está sendo preparada com o processo de taxidermia
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Mais de 50 animais já foram taxidermizados e compõem o quadro de exposição do museu, que segundo a professora, tem o objetivo de ser um “espaço de pesquisa, ensino e para resgatar memórias e aprendizados”.
Até março, a professora e os alunos devem terminar a taxidermia no corpo de uma onça pintada.
Estrutura criada para receber a pele da onça
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Como conhecer o museu
O Museu de Morfologia ainda não tem um espaço próprio, mas Tainá explicou que para visitar, é possível fazer um agendamento pelo visiteocampus@uft.edu.br. Podem agendar grupos escolares e ou de faculdades.
A equipe faz duas exposições abertas por ano, e a primeira de 2023 está prevista para acontecer em abril.
Equipe do museu
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Fonte: G1 Tocantins
