Após caso de estupro de menina de 11 anos, Comissão de Direitos Humanos pede para Bolívia proteger crianças de gravidez forçada

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O caso da boliviana retomou o debate entre aqueles que opinam que ela deve abortar e os que se opõem, como o arcebispado de Santa Cruz, a vítima mora. Mulheres carregam cartazes com a frase ‘educação por igualdade já’ em celebração ao Dia Internacional da Mulher, em La Paz, na Bolívia, em 2019
Reuters/David Mercado
A Bolívia precisa proteger as meninas da violência sexual e gravidez forçada, afirmou nesta terça-feira (2) (2) a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) depois que uma adolescente de 11 anos foi estuprada pelo seu avô.
A menina está em um abrigo da igreja católica, que rejeita que ela realize um aborto. As autoridades locais, a equipe médica e a mãe da menor também são contra.
“A gravidez de meninas e adolescentes vítimas de abuso sexual colocam em risco sua vida, saúde física e mental, e afeta sua autonomia integral”, destaca a CIDH.
A gravidez infantil e adolescente é um problema no hemisfério, com cerca de 10 milhões de casos ao ano, alerta a CIDH, em um relatório sobre violência e discriminação.
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Este organismo da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirma dispor de informação segundo a qual na Bolívia uma em cada três meninas sofre algum tipo de violência sexual antes dos 18 anos.
O caso da adolescente boliviana retomou o debate entre aqueles que opinam que ela deve abortar e os que se opõem, como o arcebispado de Santa Cruz, onde a vítima mora.
A Defensoria alertou que vai implementar medidas legais para que “se reencaminhe o procedimento de interrupção legal da gravidez”.
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Fonte: G1 Mundo