Produção foi feita em parceria com o cantor Rairivaldo Novaes Kós Araújo, o Badinho Araújo. Locação escolhida foi a escadaria do Palácio Araguaia e a Praça dos Girassóis, em Palmas. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Paraíso do Tocantins promoveu a gravação de um videoclipe para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado no dia 21 de março. A data serve para reforçar a luta contra o preconceito e pela inclusão de pessoas que possuem essa condição genética.
A produção foi feita pela Apae de Paraíso em parceria com o cantor Rairivaldo Novaes Kós Araújo, o Badinho Araújo.
“Eu vi como uma oportunidade que nós temos de propagar amor, propagar carinho, menos preconceito no mundo. No fundo nós precisamos disso: de saber que somos aquilo que estamos fazendo hoje para tornar o mundo melhor”, comentou.
O videoclipe trouxe uma versão da música Balada do Louco, protagonizada por Marden Cavalcante, que tem 34 anos e é um dos alunos da Apae de Paraíso. A locação escolhida para gravação foi a escadaria do Palácio Araguaia e alguns monumentos da Praça dos Girassóis, em Palmas.
Gravação de clipe ocorreu na Praça dos Girassóis
Mailla Coelho/Divulgação
Mesclando um tom clássico com ritmos contemporâneos, a versão tem como objetivo reproduzir, com alegria, a mensagem: “Você pode ser tudo que quiser”. No vídeo os alunos da Apae cantam e dançam ao lado de seus professores, parentes e palhaços. A produção transborda alegria.
O maestro, que possui um filho com autismo, contou que viu no projeto uma oportunidade de dar voz para os alunos da Apae. “Tem até algumas pessoas perguntando: quem tá cantando é ele? Não, quem está cantando sou eu, mas emprestei a minha voz para que ele pudesse falar por ele mesmo. A ideia partiu principalmente disto, dar voz à eles, de fazer eles serem vistos”, contou.
A gravação ocorreu neste domingo (20) e contou com apoio de diversos voluntários. “A produção aconteceu muito rápido, foi superbacana. Mandamos mensagens para alguns amigos e a grande maioria só perguntou onde era e o que poderia fazer. Gravamos ontem [domingo] pela manhã e já editamos à tarde porque sabemos da importância do dia de hoje”, contou.
Marden Cavalcante interpretando música em celebração ao Dia Internacional da Síndrome de Down
Reprodução/Youtube
Dia internacional de luta
A síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição inerente à pessoa, portanto não se deve falar em tratamento ou cura. Essa condição está associada a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança.
A síndrome é uma alteração genética ocorrida ainda durante a fase de formação fetal que pode resultar em comprometimento intelectual e motor além, de características peculiares como olhos oblíquos e rosto arredondado.
O reconhecimento de 21 de março como dia internacional foi feito pela Organização das Nações Unidas, a pedido do Brasil. A data foi escolhida porque é escrita 21/3, representando a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21, que causa a ocorrência genética.
O Brasil possui uma população de 350 mil pessoas com síndrome de Down, são 8 mil nascimentos por ano na proporção de 1 com síndrome a cada 750 nascidos.
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Fonte: G1 Tocantins
