Tocantins tem percentual de desaparecidos acima da média nacional, diz anuário da segurança

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Dados da 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública foram divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Tocantins tem média de 36,2 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes. Mãe sofre há anos com o desaparecimento da filha Saphira
Reprodução/TV Anhanguera
O Tocantins tem uma média e 36,2 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes. O dado foi publicado na 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e mostra que o estado está acima da média nacional.
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O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os dados são referentes ao ano de 2022 e trazem um comparativo com o ano anterior.
O g1 solicitou posicionamento para a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre ações que são desenvolvidas para investigar os casos de desaparecidos e aguarda resposta.
Em 2022 o Brasil registrou 74.061 pessoas desaparecidas, média de 203 casos diários. Segundo o anuário, a média do país é de 32 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes.
Quase todos os estados do país apresentaram aumento nos desaparecimentos, em comparação com 2021, inclusive o Tocantins. O estudo não traz os números absolutos.
Apesar disto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) aponta que o Tocantins teve 531 casos de desaparecido durante o ano de 2022. Neste mesmo período, 320 pessoas foram encontradas.
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Famílias sem descanso
O Tocantins tem casos emblemáticos que nunca tiveram solução. Este foi o caso da menina Saphira que sumiu em maio de 2021 enquanto brincava na porta de casa no setor Morada do Sol I. No ano seguinte a família teve a casa incendiada e sofreu ameaças.
Outro caso que nunca teve solução foi o desaparecimento da menina Laura Vitória Oliveira da Rocha. Ela sumiu em janeiro de 2016, quando tinha nove anos, após sair de casa para ir até um supermercado na região sul de Palmas. O caso dela já passou por várias delegacias, mas nunca teve uma solução.
Crescimento após a pandemia
O estudo aponta que o crescimento dos números tem relação com o fim do período de pandemia. A hipótese é de que os registros não caíram porque as pessoas pararam de desaparecer na pandemia, mas pelo impacto do isolamento social na comunicação dos casos.
“Em 2022 os números retornam ao padrão pré-pandemia, uma vez que as medidas de lockdown não mais se aplicam e a circulação de pessoas não se restringe às atividades essenciais, fator que pode ter impulsionado o aumento no número de registros”, avalia o anuário.
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Fonte: G1 Tocantins