Vídeo de ‘mulher-hora’ em Colégio Militar do Tocantins volta a viralizar após decisão de Lula sobre escolas cívico-militares; Entenda

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Vídeo foi gravado no ano passado em uma escola Militar, cujo modelo é diferente do cívico-militar extingo pelo governo federal. Imagens foram postadas por perfis na internet e causaram debate. Alunos de Colégio Militar viralizam na internet após apresentação curiosa
O vídeo de uma apresentação de estudantes dentro da unidade do Colégio Militar de Colméia, centro-norte do Tocantins, voltou a viralizar nesta semana. As imagens que mostram a participação de uma ‘mulher-hora’ foram republicadas por perfis na internet depois que governo federal decidiu encerrar o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim).
?Contexto: criado em 2019, o programa de escolas cívico-militares permitia a transformação de escolas públicas para o modelo cívico-militar. O formato propunha que educadores civis ficassem responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão administrativa passava para os militares.
?Impacto: Cerca de 200 escolas aderiram ao formato até 2022, de acordo com os dados divulgado pelo MEC no site do programa. Segundo o Censo Escolar, o Brasil tem 178,3 mil escolas públicas. O total das escolas implantadas no modelo representa aproximadamente 0,1% do total no país.
O vídeo foi gravado em outubro de 2022 em uma escola militar – modelo diferente da escola cívico-militar -, no qual os militares têm maior autonomia na parte pedagógica.
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Inicialmente o vídeo foi publicado por um dos estudantes nas redes sociais. Na época, a Polícia Militar, que é responsável pela gestão da unidade, foi procurada, mas não se manifestou.
Na terça-feira (11) as imagens voltaram a ser compartilhadas nas redes sociais e levaram ao debate entre os internautas. Em uma das publicações no Twitter, as imagens contam com mais de 2,3 milhões de visualizações.
Explicação do vídeo
Aluna chamada de ‘mulher-hora’ chamou a atenção
Reprodução/Tik Tok
Nas imagens, uma aluna cujo papel é ser fiscal de sala, ou xerife, começa a apresentação da turma, um rito comum nas escolas militares. Esse é o momento em que a fiscal se apresenta ao professor que começará a dar aula e fala sobre o número de alunos presentes e faltosos, por exemplo.
Durante a apresentação, toda a turma se levanta e faz a posição de sentido. No vídeo, ao se apresentar à professora de matemática, a fiscal fala: “Permissão, senhora magnífica e excelentíssima e extraordinária professora de matemática”. Depois, se apresenta e repassa o número de alunos em sala. “Ao todo, 22 estudantes, sendo 21 presentes e um faltoso”.
O trecho que causou mais curiosidade vem a seguir. A xerife pede que a ‘mulher-hora’ se apresente. Uma aluna se levanta e faz um discurso longo decorado, usando a frase ‘A hora é agora’ em inglês, espanhol, árabe e japonês.
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Em ambos os formatos são princípios básicos a hierarquia, a ordem e a disciplina. Porém, há diferenças:
Cívico-Militar: No caso das escolas cívico-militares há uma espécie de “meio-termo”: Era proposto que educadores civis ficassem responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão administrativa passava para os militares. Essa segunda tarefa fica a cargo de militares inativos que dão apoio à gestão pedagógica.
Colégio Militar: As escolas militares são mais rígidas e predomina a pedagogia militar. O diretor é indicado pela corporação responsável e há uma maior autonomia das corporações para montarem o currículo e a estrutura pedagógica.
O secretário executivo da Secretaria de Estado da Educação, Edinho Fernandes, comenta a diferença:
“A hierarquia, a ordem e a disciplina são muito mais rígidos [no modelo militar]. Os alunos prestam continência a todos os adultos que chegam, sempre que a bandeira é hasteada, é uma pedagogia muito mais militar. E existem os cívico-miliares, que nós temos duas em Palmas, onde o fardamento é mais flexibilizado, não há toda essa necessidade de prestar continência e a pedagogia é meio-termo, tanto cívico como militar”, explicou.
O Tocantins possui nove escolas no formato cívico-militar, modelo que foi extinto pelo governo federal. Segundo o secretário, todas devem continuar funcionando normalmente.
Além destas nove escolas, o estado possui 28 colégios que são militares, sendo 27 em parceria com a Polícia Militares e outro com os Bombeiros. Estas unidades também não devem ser afetadas pela medida.
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Fonte: G1 Tocantins