Kathleen Ruhama de Assis Neves foi aprovada no concurso da prefeitura de Dueré. O incentivo vem do pai, Leonel Marcos Ferreira das Neves, que sonha com uma vaga no serviço público federal. Pai e filha no dia do concurso da Prefeitura de Dueré
Arquivo pessoal
Com apenas 13 anos, Kathleen Ruhama de Assis Neves já tem uma aprovação em concurso no currículo. Ela foi aprovada para a vaga de agente de conservação urbana e predial na Prefeitura de Dueré. Apesar de não poder exercer o cargo, por ser menor de idade, o incentivo de fazer a prova veio de casa, com o exemplo do pai.
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Essa é a segunda prova de concurso que ela faz. Na primeira vez, para outra prefeitura, ela não foi aprovada. A reprovação serviu de estímulo para que a história fosse diferente na próxima vez. “Eu não imaginaria uma adolescente da minha idade fazer concurso, mas fiquei interessada também para testar meus conhecimentos”, comenta.
A aprovação veio depois de muita dedicação e esforço, que contou com uma ajuda especial. “Sentei com meu pai e estudamos bastante. Me dediquei à noite, à tarde, de dia, para que a gente conseguisse chegar na aprovação”, conta a menina.
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Apesar da pouca idade, o sonho é de gente grande. Kathleen já sabe que quer seguir a carreira pública, de preferência na área de segurança ou jurídica, como policial ou delegada. E sabe que o caminho até lá depende de muito esforço e experiência. “Quando eu chegar lá na frente, não vai ser difícil, não vai ser complicado eu conseguir passar em um concurso. Eu já vou ter experiências”, acredita a adolescente.
E não para por aí. Kathleen já está inscrita em outro concurso e pede ao pai para inscrever sempre que possível. “Agora eu já até viciei, quero fazer um bastante prova de concurso. Quero dar muito orgulho para minha mãe, meu pai e minha família”, diz.
Orgulho que a família já sente dela. “É um sentimento de muita alegria, um orgulho pra mim!”, comenta o pai, Leonel Marcos Ferreira das Neves.
Exemplo de casa
O incentivo aos estudos veio de casa e o exemplo para investir em concursos, do pai. Leonel é professor da rede municipal de Porto Nacional e já foi aprovado em vários concursos. Aos 30 anos, ele faz as provas desde os 18 e se classifica como viciado. “Tomei gosto, acho bacana o desafio, a disputa pelas vagas. De um tempo pra cá, fiquei me perguntando por que não comecei mais cedo, por isso incentivo meus filhos”, explica.
Apesar de ser professor, o sonho de Leonel é um cargo na Polícia Rodoviária. Ele até foi aprovado em um concurso, mas reprovou na avaliação física por ter se machucado dias antes da prova.
O que tem por trás de tudo não é apenas o desejo pela estabilidade de uma vaga pública, mas a valorização da educação. “É nos estudos que a gente vai conseguir ser alguém na vida. Vejo muito adolescente com tempo livre gastando nas redes sociais, então é bom usar esse tempo para estudar e fazer prova”, comenta o professor.
Ele conta que o amor da filha pelos estudos vem da infância.
“Quando ela era pequena, eu lembro que quando ela estava chorando, o que acalmava ela não era boneca, nada disso, era papel, caneta e lápis. Desde pequena ela foi muito dedicada ao estudo, muito dedicada em relação à prova, a exercício, a desenho, a qualquer coisa voltada ao estudo”, relembra o pai orgulhoso.
Quanto a colocar a filha para enfrentar a rotina de concurseiro desde cedo, Leonel Marcos confessa que tinha medo, mas que foi superado pela alegria da filha. “Quando eu fui inscrevê-la no concurso, eu pensei que alguém pudesse dizer que seria abuso ou que eu estou explorando demais a criança, mas esse receio caiu por terra”, destaca o pai.
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Fonte: G1 Tocantins
