Platónova, nome que também usava, era filha do influente pensador russo Alexánder Duguin, o ‘guru’ de Putin, e compartilhava as ideias do pai, como o conceito de “mundo russo” e o envio de tropas russas para a Ucrânia. Daria Dugina
Reprodução/Telegram
Daria Dugina, filha do influente pensador russo Alexánder Duguin, morreu neste sábado (20), em Moscou, em uma explosão de carro enquanto retornava de um festival na cidade. Investigadores confirmaram o uso de um dispositivo explosivo no veículo.
Dugina, que também atendia pelo sobrenome Platonova e tinha 29 anos, expressava opiniões semelhantes às do pai e apareceu como comentarista no canal de TV nacionalista Tsargrad.
Alexánder Duguin defende a ideologia do conceito de “mundo russo” e o envio de tropas russas para a Ucrânia. A agência de notícias estatal russa TASS citou Andrei Krasnov, amigo de Dugina, dizendo que o veículo pertencia a seu pai e que ele provavelmente era o alvo pretendido.
Em março, ela foi uma das pessoas sancionadas pelos Estados Unidos, assim como parte de uma lista de elites russas e agências de desinformação dirigidas pela inteligência do país, ao lado de seu pai, que foi designado para sanções desde 2015. Ela também foi sancionada pelo Reino Unido em julho por seu apoio à invasão da Rússia, informou o jornal The Washington Post.
Em ambos os países, Dugina foi descrita como contribuinte de desinformação em relação à invasão russa da Ucrânia em várias plataformas online.
O Departamento do Tesouro dos EUA alega que ela era a editora-chefe de um site de desinformação chamado United World International, desenvolvido por uma operação de influência política russa chamada “Projeto Lakhta”, que autoridades do Tesouro dizem ter usado personas fictícias online para interferir nas eleições dos EUA desde 2014.
O site também teria conteúdo dizendo que a Ucrânia “pereceria” se fosse admitida na Otan.
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Fonte: G1 Mundo
