Quilombo na região do Jalapão tem casa incendiada durante atentado e morador perde tudo

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Vítima registrou boletim de ocorrência e caso é investigado pela Polícia Civil. Casa de palha foi destruída por incêndio em quilombo no TO
Divulgação/COEQTO
Um morador da comunidade quilombola Formiga, em Mateiros, no Jalapão, perdeu tudo após ter a casa destruída por um incêndio. Segundo a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO), trata-se de um atentado ocorrido após moradores da região terem sofrido ameaças. O incêndio foi registrado em uma delegacia de Polícia Civil e o caso é investigado.
O incêndio aconteceu na última terça-feira (9) e dois dias depois a vítima procurou a polícia. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima estava em outro endereço quando recebeu uma mensagem da irmã dizendo que a casa tinha sido incendiada.
O imóvel, que era de palha, foi completamente tomado pelas chamas. Os bens do morador, como fogão, panelas, rede, cobertores, roupas, sapatos, entre outros, foram totalmente destruídos.
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A comunidade fica na região do Parque Estadual do Jalapão, principal destino turísto do Tocantins. Os moradores já tiveram áreas de produção destruídas e a nova situação deixou todos com sentimento de insegurança.
A Polícia Civil disse que o caso já está sendo investigado pela 81ª Delegacia de Polícia CIvil de Ponte alta do Tocantins e que “mais informações sobre o caso serão divulgadas em tempo oportuno”.
Casa de palha foi destruída por incêndio em quilombo no TO
Divulgação/COEQTO
A COEQTO, que acompanha a situação de comunidades quilombolas do Tocantins, disse que em novembro de 2020 a situação de violência nas comunidades Carrapato, Formiga, Mata e Ambrósio, na região do Jalapão, foi reconhecida pelo Ministério Público Federal, que apresentou Ação Civil Pública para assegurar a permanência dos moradores nas terras.
“A ação foi ajuizada após o conhecimento do órgão ministerial sobre o fato de que os moradores das comunidades quilombolas estavam recebendo ameaças de morte pelo invasores e grileiros que figuram na ação, que acharam a invadir área da comunidade com tratores, destruindo habitações, roças e plantações”, informou a COEQTO.
A COEQTO diz que buscará tomar as medidas cabíveis junto aos órgãos do sistema de justiça. “A COEQTO vem a público repudiar veementemente os atos de violência contra as populações quilombolas e o risco diuturno de perdas fatais e irreversíveis às comunidades imposto pela omissão estatal na proteção dos territórios”.
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Fonte: G1 Tocantins