Areia, óleo e parafusos viram armadilha para motociclistas nas rotatórias de Palmas

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Materiais espalhados pela pista provocam acidentes e prejuízos aos condutores. Areia e óleo na pista estão provocando acidentes nas rotatórias de Palmas
Areia, óleo, pedras e até parafusos espalhados por rotatórias de Palmas viraram armadilha principalmente para quem anda de motocicleta. Condutores reclamam dos prejuízos com os veículos e até de acidentes.
O mecânico Thomas Lenno Ribeiro tem experiência para contar. Um amigo trafegava na moto dele pelas ruas da capital quando caiu em uma rotatória por causa do óleo na pista. O retrovisor, o farol, as setas e a carenagem do veículo foram quebrados.
“Hoje está bem complicado ser um motoqueiro em Palmas. Tem empresas de ônibus, acho que não estão com a manutenção em dia, os ônibus estão derramando óleo na pista. Minha moto quebrou por causa de um problema desse”.
Areia nas rotatórias podem causar acidentes
TV Anhanguera
O Fernando Alves Lima trabalha como entregador há mais de 10 anos e já viu muita cilada por aí. “Tem umas obras que não acabam e ficam por muito tempo. Eu tenho experiência e já vi muitos acidentes, de mulher caindo porque não tem experiência e freou o pneu dianteiro e a moto deslizou. É muito ruim para nós”.
Sobre a sujeira nas rotatórias, a Prefeitura de Palmas disse que faz a limpeza das ruas e avenidas todos os dias e que, caso seja derramado algum material na pista que possa causar acidentes, as pessoas podem ligar no telefone 3212-7426.
O problema é que não dá para fugir. Elas estão espalhadas por toda a cidade. São 229 rotatórias no trânsito da cidade, em média, uma a cada 500 metros.
Motociclistas são as maiores vítimas de acidentes causados por cascalho e óleo nas rotatórias
TV Anhanguera
Nem sempre é possível evitar os riscos e a prova disso é o número de acidentes. O perito especialista em trânsito, Francisco Soares, disse que metade dos acidentes que ele atende durante um plantão envolve as rotatórias.
“As principais causas relacionadas a acidentes em rotatórias, nós podemos elencar, primeiro, a falta de instrução dos condutores, a não observação da sinalização presente dentro da própria rotatória. Além disso, o acúmulo de material, terra, areia, pedras no interior da rotatória. E a própria condição do pavimento asfáltico, que muitas vezes, tem buracos, ondulações e remendos”.
Quem trafega pelas ruas da capital também têm responsabilidade. É preciso ter prudência. “O condutor deve reduzir a velocidade e entrar com cautela. É um perigo para motociclistas, condutores de veículos de quatro rodas, é um perigo geral”, ressaltou ele.
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Fonte: G1 Tocantins