Atenção a pequenas mudanças é importante para identificar abusos em crianças e adolescentes, diz psicóloga

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Pesquisa do IBGE revelou que 13,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental de Palmas sofreram algum tipo de abuso sexual. Assunto precisa ser tratado de forma adequada. Mais de 10% dos estudantes de Palmas contam que já foram abusados
Uma pesquisa divulgada pelo IBGE revelou que 13,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental de Palmas sofreram algum tipo de abuso sexual. Segundo a psicóloga Eulália Anne, observar é a palavra chave para que a família e os profissionais das escolas possam identificar casos de abuso sexual em crianças e adolescentes.
“A escola é o ambiente em que a criança mais fica. Então os profissionais precisam estar atentos para essas micromudanças de comportamento, no olhar, na conduta, na fala”, explicou.
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Segundo a pesquisa, em 60% dos casos o abuso aconteceu quando as vítimas tinham menos de 13 anos. Os abusadores foram identificados da seguinte forma:
25% dos abusos ocorreram por parte do namorado, ex-namorado, ficante ou crush;
24% por outros familiares;
23% por amigo;
15% por outra pessoa;
14% por desconhecido;
3% por pai, mãe, padrasto ou madrasta.
A Secretaria Municipal de Educação afirma que desenvolve ações para combater esses casos e capacita os profissionais.
“Projetos são trabalhados em sala de aula, de maneira interdisciplinar, com todos os estudantes da unidade. Além disso, nós temos parceiros como o instituto 18 de Maio, Conselho Tutelar, o próprio Ministério Público, que nos auxiliam com relação à formação e atendimento de alguns casos”, explicou a superintendente de avaliação e desempenho educacional Anice Moura.
Família e escola devem ter atenção para sinais de mudanças em crianças e adolescentes
Reprodução
O médico pediatra Paulo Roberto, que atende em hospitais públicos de Palmas, destaca a importância de tratar o tema com as crianças e adolescentes de forma adequada. Por isso ele decidiu criar personagens lúdicos para ajudar crianças vítimas de violência.
“Temas estes, que dependendo da forma da abordagem, podem ter papel de proteção, como orientar a criança a não guardar segredos da pessoa de sua confiança, seja o pai, a mãe, a tia”, disse o médico Paulo Roberto.
O profissional também destaca a importância de que todos devem denunciar. “Existe um telefone, o Disque 100, no qual qualquer pessoa que identifique qualquer sinal de violência seja física, psicológica ou sexual pode entrar em contato e denunciar”, comentou.
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Fonte: G1 Tocantins