Justiça argentina arquiva caso contra ex-presidente Macri por espionagem

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Macri foi processado pelos parentes dos marinheiros mortos em um submarino que desapareceu e só foi encontrado depois de um ano. Os juízes consideraram que ‘as atividades realizadas tinham como único objetivo a segurança presidencial e/ou a segurança interna e, por isso, estão justificadas’. Marinha da Argentina diz que submarino encontrado após um ano implodiu
A Justiça da Argentina arquivou o caso em que o ex-presidente Mauricio Macri foi acusado de espionar os familiares dos 44 marinheiros mortos no afundamento do submarino ARA San Juan, em 2017, informou uma fonte judicial nesta sexta-feira (15).
Os juízes consideraram que “existe suficiência probatória para afirmar que as atividades realizadas tinham como único objetivo a segurança presidencial e/ou a segurança interna e, por isso, estão justificadas”.
Mauricio Macri durante discurso em 2019
Reprodução/NBR
Os familiares dos marinheiros anunciaram que vão recorrer da decisão. “Esta resolução claramente não se ajusta à lei e à evidência e nos priva de chegar à verdade. Obviamente, vamos apelar e continuar lutando até as últimas consequências pela verdade e a justiça”, disse Luis Tagliapietra, advogado que processou o ex-presidente e pai de um dos marinheiros mortos.
“Eles mentiram para nós, nos espionaram, filmaram e fotografaram”, assinalou Tagliapietra.
O ex-presidente comemorou a decisão com uma mensagem no Twitter. “A verdade venceu. A verdade ainda pode vencer na Argentina. Que não percamos a fé, cada vez falta menos para que a Argentina mude para sempre”.
12 acusados
Macri havia sido processado em dezembro passado como suposto autor de espionagem contra os familiares dos marinheiros mortos.
O arquivamento também beneficia os outros 11 acusados no caso, entre eles os então chefes dos serviços de inteligência, Gustavo Arribas e Silvia Majdalani.
Submarino desapareceu por um ano
O submarino ARA San Juan, um TR-1700 de fabricação alemã com 66 metros de comprimento, desapareceu em novembro de 2017 com 44 pessoas a bordo, quando fazia o trajeto de Ushuaia para Mar del Plata.
A embarcação naufragada foi encontrada um ano mais tarde, a 900 metros de profundidade, com ajuda das marinhas de outros países.
Os familiares dos marinheiros do ARA San Juan também pediram a acusação de Macri em outro expediente que investiga as causas do afundamento do submarino.
“Mas essa causa judicial principal está paralisada”, disse Tagliapietra.
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Fonte: G1 Mundo