Gabriel Boric prorroga militarização de zona mapuche no sul do Chile

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Em região onde há conflitos entre indígenas e proprietários de terra, o exército vai apoiar a polícia. Forças armadas na cidade de Temuco, no Chile, em 17 de maio de 2022
Mario Quilodran/ AFP
O presidente do Chile, Gabriel Boric, estendeu nesta segunda-feira (30) por 15 dias a militarização na região de Araucanía, no sul do país, onde há uma onda de violência.
Os membros da etnia mapuche, a mais presente no Chile, reivindicam terras nas regiões de Araucanía e Biobío. Representantes das populações indígenas consideram que eles têm um direito ancestral às terras que hoje estão nas mãos de proprietários privados (especialmente empresas florestais e empresas agrícolas).
Com apenas 36 anos, Gabriel Boric tomou posse como presidente do Chile
Os ataques de grupos armados se tornaram frequentes nessas regiões. Grupos incendiaram empresas florestais e caminhões em Araucanía.
Em 16 de maio, o presidente Boric enviou patrulhas militares para apoiar a polícia na região.
Apesar da presença militar, os atentados não cessaram. Na semana passada, um trabalhador florestal morreu e dois outros ficaram feridos após um ataque a tiros.
“O presidente da República está disposto a prorrogar o estado de exceção constitucional nos mesmos termos em que foi emitido na primeira oportunidade”, disse Izkia Siches, ministra do Interior.
Segundo a ministra Siches, a prorrogação inclui medidas financeiras para o destacamento militar, algo que declarou “complementar” aos outros planos que o governo de Boric estabeleceu, que visam “levar paz e tranquilidade a esses territórios”.
Boric afirma que a presença do exército em Araucanía será limitada, apesar da pressão de empresários locais e da oposição de direita para que os militares tenham mais atribuições (como era durante o governo anterior, do conservador Sebastián Piñera).
Piñera enviou os militares em 12 de outubro do ano passado. Boric suspendeu a medida em março, duas semanas após assumir a presidência, conforme havia prometido durante sua campanha.

Fonte: G1 Mundo